Também foi divulgado o IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado trimestralmente, que registrou queda de 0,97%. (Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

IPCA-15 tem queda de 0,37% em setembro e avança 7,96% em 12 meses

Money Times Por: Juliana Américo
Também foi divulgado o IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado trimestralmente, que registrou queda de 0,97%. (Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) ficou em -0,37% em setembro, após queda de 0,73% em agosto, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em setembro de 2021, o IPCA-15 subiu 1,14%.

O resultado foi maior que as projeções de mercado, que estimavam queda de 0,20%.

No resultado acumulado em 12 meses, o IPCA-15 ficou em 7,96% em setembro, abaixo dos 9,60% registrados no mês passado. Já no acumulado de 2022, a prévia da inflação apresenta alta de 4,63%.

Também foi divulgado o IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado trimestralmente, que registrou queda de 0,97%.

Grupos

Apesar da deflação no índice geral, apenas três dos nove grupos do IPCA-15 tiveram queda de preços: Transportes (-2,35%), Comunicação (-2,74%) e Alimentação e Bebidas (-0,47%).

A queda nos Transportes foi influenciada pelo recuo nos combustíveis (-9,47%). O etanol foi o que mais caiu (-10,10%), seguido pela gasolina (-9,78%), óleo diesel (-5,40%) e gás veicular (-0,30%).

Já as passagens aéreas voltaram a subir após caírem 12,22% em agosto, avançando 8,20% este mês.

A queda mais intensa do IPCA-15 do mês veio do grupo Comunicação, influenciado pela redução nos planos de telefonia fixa (-6,58%) e de telefonia móvel (-1,36%), além dos pacotes de acesso à internet (-10,57%) e os combos de telefonia, internet e tv por assinatura (-2,72%).

No lado das altas, a maior variação veio de Vestuário (1,66%), seguido por Saúde e cuidados pessoais (0,94%), que teve a segunda maior variação e o maior impacto positivo (0,12 p.p.) no índice de setembro.

No grupo de Vestuário, os preços das roupas femininas (1,83%), masculinas (1,78%) e infantis (1,52%) voltaram a subir de forma mais intensa.

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