Clínica do Distrito Federal é a primeira do país a oferecer exame mais seguro e preciso para os pacientes
Metrópoles/Érica Montenegro

Uma inovação tecnológica que promete mais segurança e precisão no diagnóstico para pacientes com câncer de próstata acaba de chegar ao Brasil. Trata-se da Biópsia Tranperineal FreeHand, que usa tecnologia desenvolvida na Dinamarca e, por enquanto, está disponível no país apenas na clínica Urology, de Brasília.
A biópsia de próstata é um exame realizado sempre que testes de rastreamento prévios – como o exame de toque e o PSA – apontam para a suspeita de câncer. O procedimento é essencial para o diagnóstico, e consiste em retirar pequenas amostras do tecido da próstata para que um patologista analise se há células cancerígenas no órgão.
Normalmente, as amostras da próstata são retiradas pelo ânus, em um exame chamado de Biópsia Transretal, no qual uma agulha é inserida no reto do paciente para que a próstata seja alcançada. Os exames de próstata via reto exigem anestesia local, preparo com
antibióticos e, em alguns casos, resultam em infecção urinária, obstrução do canal da urina e sangramento anal.
Vantagens
A outra modalidade do exame se chama Biópsia Transperineal e, nesse caso, a agulha que acessa a próstata para retirar as amostras é inserida via períneo – pele entre a bolsa escrotal e o ânus. Até dois anos atrás, antes da tecnologia FreeHand ser criada, o exame via períneo era mais difícil de ser feito pois demandava ambiente hospitalar, anestesia geral e realização de várias punções para alcançar diferentes partes da próstata.
A tecnologia FreeHand permitiu uma evolução no método, tornando-o mais rápido, preciso e seguro. O procedimento agora pode ser feito em ambiente ambulatorial, com anestesia local e/ou sedação, e exige apenas duas perfurações com a agulha para a retirada das amostras da próstata. O tempo de duração do exame é de apenas 15 minutos.
A grande vantagem do novo método, entretanto, é a redução do risco de complicações para os pacientes. Estudos realizados com voluntários mostraram que a biópsia transperineal reduz em 95% as chances de infecção, sangramento anal e obstrução urinária. A chance de uma contaminação causada por bactérias, um problema que pode ocorrer na modalidade de biópsia transretal, diminui para quase zero na modalidade tranperineal.
“As evidências científicas em relação aos benefícios da biópsia de próstata pela via transperineal são bastante relevantes e robustas. De tão consistentes, elas fizeram com que as diretrizes da Associação Europeia de Urologia (EAU), em 2020, e da Associação Americana de Urologia (AUA), em 2021, fossem alteradas, recomendando fortemente a realização da biópsia de próstata pela via transperineal como o método de escolha para a detecção do câncer de próstata”, explica o urologista Sérgio Levy, diretor da clínica Urology.
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