Nos dois primeiros meses de 2023, foram registradas oito ocorrências
Fonte: Agência Brasil

A reivindicação por mais segurança para as mulheres ocupou uma das principais avenidas da capital federal nesta quarta-feira (8) com a Marcha das Mulheres 8M Unificadas DF e Entorno. Realizado anualmente para celebrar o Dia Internacional da Mulher, o ato contou com apresentações culturais e um espaço para autocuidado.
Nos dois primeiros meses de 2023, foram registrados oito casos de feminicídio no Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), apenas na primeira semana de 2023, foram registrados quatro casos de feminicídios. Durante todo o ano passado, 17 mulheres foram assassinadas no DF, vítimas de feminicídio. Uma das coordenadoras da Casa Ieda Santos Delgado, Thaís Oliveira ressaltou que faltam espaços de acolhimento para mulheres vítimas de violência doméstica na capital do país.
“A marcha hoje é por essas oito mulheres que não estão mais aqui. Houve um aumento do número de casos de feminicídio no DF e essas mulheres morreram apenas por serem mulheres. Hoje é dia de lembrarmos as milhares de mulheres que tiveram suas vidas tomadas pelo machismo e fascismo”, afirmou.
“A violência doméstica é preocupante e estamos desde o ano passado sem um espaço físico pois fomos desalojadas pelo governador Ibaneis [Rocha, atualmente afastado do exercício do cargo]. Continuamos o trabalho de forma itinerante, com parcerias, mas os pedidos de apoio não param de chegar”, acrescentou. A Casa Ieda Santos Delgado é um espaço de referência para mulheres em situação de violência doméstica.
Ato contra o feminicídio ocupa o Eixo Monumental, em Brasília – Lula Marques/ Agência Brasil
Segundo a coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Mônica Caldeira, o movimento também busca a sensibilização do governo local para uma educação que se comprometa com o combate à violência de gênero.
“Entendemos que é fundamental a formação para sociedade baseada em direitos humanos e contra manifestações machistas dentro da escola. O currículo deve ter conteúdo interdisciplinar com temáticas voltadas para inclusão de mulheres. É fundamental também que haja leis voltadas para criminalização da misoginia. Já temos leis contra racismo e pedofilia, mas ainda precisamos avançar nesse sentido, pois a misoginia também mata”, alertou.
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