Terminal de minério de ferro no porto de Dalian, China
China compra 70% da soja e 63% do minério de ferro exportado pelo Brasil
24/03/202384 Visuzalicações
ISTOÉ Dinheiro/Reuters
Terminal de minério de ferro no porto de Dalian, China
Principal parceira comercial do Brasil, a China é destino de mais um quarto das exportações totais brasileiras, respondendo por mais de 90 bilhões de dólares em 2022, com commodities como soja, petróleo e minério de ferro dominando as vendas externas ao país asiático.
O Brasil tem saldo positivo em cerca de 30 bilhões de dólares no comércio com os chineses, metade do total do superávit da balança comercial brasileira.
Os números salientam a importância da China para o comércio exterior brasileiro, mas também a dependência do Brasil da demanda chinesa por matérias-primas, enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta abrir mais mercados com uma viagem oficial na próxima semana a Pequim e Xangai.
* Em 2022, as exportações brasileiras para a China (incluindo Hong Kong e Macau) somaram 91,26 bilhões de dólares, de um total recorde exportado pelo Brasil de 335 bilhões de dólares para todos os destinos, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
* Soja, carne bovina, celulose, açúcar, carne de frango, algodão e carne suína são sete das dez mercadorias mais exportadas pelo Brasil à China, rendendo aos exportadores brasileiros cerca de 48 bilhões de dólares em 2022.
* Os embarques de petróleo e minério de ferro do Brasil para a China somaram quase 35 bilhões de dólares em 2022, montante este que adicionado às principais exportações agropecuárias ao país asiático se aproxima de 83 bilhões de dólares.
* Das exportações totais do agronegócio do Brasil, que somaram 159 bilhões de dólares em 2022, a participação dos embarques aos chineses somou 50,8 bilhões de dólares, ou fatia de aproximadamente 32%, segundo o Ministério da Agricultura.
* A soja lidera a pauta de exportação do Brasil, com receitas de 46,5 bilhões de dólares em 2022, enquanto a China respondeu por mais de 31,8 bilhões de dólares, ou mais de 68% do total, de acordo com dados do governo brasileiro. Em 2022, com impulso de preços elevados, foi a maior faturamento da história com embarques da oleaginosa, com alta de 17% sobre 2021, segundo o Ministério da Agricultura.