Fluminense não teve boa atuação na fase defensiva e ofensiva (FOTO DE MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE FC)

ANÁLISE: Fluminense apresenta futebol pobre em Curitiba e atuação liga o alerta para a sequência da temporada

Tricolor finalizou apenas quatro vezes na direção do gol do Coritiba

Lance/João Brandão
Fluminense não teve boa atuação na fase defensiva e ofensiva (FOTO DE MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE FC)

Na noite da última segunda-feira (24), o Fluminense teve mais uma partida ruim longe de seus domínios, e alguns aspectos preocupam antes de um confronto decisivo pelas oitavas de final da Libertadores. Na derrota para o Coritiba, a equipe de Fernando Diniz sofreu defensivamente e ofensivamente, sem levar sustos ao torcedor do Coxa.

Nos 45 minutos iniciais, o Tricolor das Laranjeiras entrou nos vestiários com a desvantagem de dois gols em duas jogadas onde Felipe Melo não conseguiu ser feliz na marcação. Além disso, o time criou muito pouco, finalizou quatro vezes, nenhuma na direção do gol defendido por Gabriel.

No segundo tempo, a equipe de Diniz melhorou um pouco, mas longe de ter chances para empatar ou até mesmo para virar a partida, como o treinador disse na coletiva de imprensa. Além de uma grande jogada coletiva que terminou em uma finalização de Jhon Arias defendida pelo goleiro do Coritiba, o Tricolor voltou a pressionar apenas na reta final do duelo.

Mas assim como o Fluminense criou chances, o Coritiba soube explorar alguns contra-ataques e por pouco não aplicou uma vitória ainda maior sobre os cariocas. Na etapa final, Fábio fez duas boas defesas e salvou seu time contra a equipe que ocupa apenas a 18ª colocação no Brasileirão, mas que vem em crescimento na competição (três vitórias e um empate nos últimos quatro jogos).

DEIXOU A DESEJAR

Além de não ter conseguido finalizar na direção do gol do Coritiba na etapa inicial, o Fluminense pouco ameaçou o Coxa na segunda etapa. Uma boa jogada na volta do intervalo em que Arias obrigou Gabriel a fazer boa defesa, um arremete de Leo Fernández em que o goleiro adversário teve maior dificuldade, além de chutes de John Kennedy e Lelê.

Em mais uma oportunidade, Lelê não conseguiu suprir a ausência de Germán Cano e teve um desempenho ruim no Campeonato Brasileiro. Não é possível afirmar que o resultado da partida seria diferente com a presença do argentino, mas o camisa 14 tem como grande qualidade seu posicionamento, mas também é um atleta que se movimenta, se entrega, se doa e não tem medo de finalizar.

Além do ataque, o meio de campo do Fluminense mostrou pouca intensidade em Curitiba, mas melhorou com a entrada de Daniel na partida. Contratado nesta janela de transferências, o camisa 55 participou da criação de boas jogadas, embora sem resultar em gols. Porém, seu rendimento serve de aviso para que os outros atletas do setor não se acomodem.

VOLTOU A PREOCUPAR?

Questionado no passado, Felipe Melo conseguiu engatar uma boa sequência de jogos atuando como zagueiro ao lado de Nino. Mas as desconfianças com relação ao veterano voltaram após a partida ruim contra o Coritiba, onde cometeu um pênalti e foi driblado com facilidade no lance que resultou no segundo gol dos adversários.

Contra o Santos, Fernando Diniz contará com Marlon a sua disposição, uma vez que o atleta já cumpriu dois jogos de suspensão devido a uma punição sofrida quando jogava no Monza, da Itália. O defensor, que é cria de Xerém, retornou como uma das grandes contratações da janela de transferências e pode ser titular contra no sábado.

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