Javier Milei em seu discurso de posse/Reprodução

Argentina deixará para trás “história de decadência”, discursa Milei

Durante o discurso de posse neste domingo, Javier Milei afirmou que a Argentina entrará em uma nova era

Metrópoles/Maria Eduarda Portela, Manoela Alcântara

Javier Milei em seu discurso de posse/Reprodução

 

O presidente da ArgentinaJavier Milei, afirmou neste domingo (10/12) que o país entra em uma “nova era” e abandona “décadas de decadência”. A declaração do político ultraliberal ocorreu durante o discurso de posse na escadaria do Congresso da Nação, em Buenos Aires.

“Hoje começa uma nova era na Argentina. Hoje damos por finalizada uma longa e triste história de decadência e declive e começamos um caminho pela reconstrução do nosso país”, enfatizou Milei em seu primeiro discurso como presidente do país.

Javier Milei foi eleito no segundo turno das eleições da Argentina, no qual obteve 55,9% dos votos contra 44% do seu adversário Sergio Massa, ministro da Economia do governo de Alberto Fernández, ex-chefe do Executivo do país.

“Assim como a queda do muro de Berlim marcou o fim de uma era trágica para o mundo. Essas eleições marcaram o ponto de ruptura da nossa história. Nesses dias, muito se falou sobre a herança que vamos receber. Que fique claro: nenhum governo recebeu a pior situação que estamos recebendo”, disse Milei ao tomar posse.

O político ultraliberal criticou a gestão econômica da Argentina e atacou o kirchnerismo, representado por Cristina Kirchner, ex-vice-presidente do país, durante a sua cerimônia de posse.

“O valor da dívida é um grande desafio inclusive para um herói. Isso acontece numa economia que não cresce desde 2011”, afirmou Milei.

Javier Milei destacou que se o país seguisse as propostas do governo anterior, de Alberto Fernández, a Argentina iria se igualar à Venezuela, de Nicolás Maduro.

O presidente da Argentina ressaltou a situação preocupante em relação a pessoas em vulnerabilidade social no país. Milei chegou à Presidência cm a promessa de reerguer a economia e a moral da nação argentina.

“Ao mesmo tempo, hoje à noite, 6 milhões de crianças vão dormir nas ruas, descalços. Para que tenha uma ideia, só 16% das nossas crianças se formam no tempo correto. Ao mesmo tempo, 70% das que terminam a escola, não podem concluir uma equação básica”, afirmou.

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