IPCA mostra que os serviços de streaming também subiram. Já as passagens aéreas caíram. A picanha segue em conta, e a cerveja nem tanto
Metrópoles/Carlos Rydlewski

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, avançou 0,16% em março, conforme anunciado nesta quarta-feira (10/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador foi mais uma vez puxado pelo grupo “Alimentação e bebidas”, que apresentou variação de 0,53%, mais de três vezes superior ao IPCA, e teve o maior impacto (0,11 ponto percentual) no índice.
No polo oposto da lista, entre os produtos que mais caíram, também há itens alimentícios – extremamente voláteis por causa da sazonalidade das colheitas e variações climáticas. Nesse caso, estão o maracujá (-19,58%), a batata-inglesa (-14,83%) e a cenoura (-7,59%).
Planos de saúde e remédios
No grupo “Saúde e cuidados pessoais” (0,43%), que teve o segundo maior aumento do IPCA, o resultado foi influenciado pelas altas do plano de saúde (0,77%) e dos produtos farmacêuticos (0,52%), com destaque para o anti-infeccioso e antibiótico (1,27%) e o analgésico e antitérmico (0,55%).
De volta ao tópico “Alimentação e bebidas”, o que mais avançou em março, o subitem alimentação no domicílio desacelerou de 1,12% em fevereiro para 0,59% em março. A alimentação fora do domicílio (0,35%) também recuou em relação ao mês anterior (0,49%). Enquanto o lanche acelerou de 0,25% para 0,66%.
Picanha em conta
As carnes em geral caíram 0,94% em março, sendo o contrafilé o destaque, com redução de 2,59%. A picanha também segue em baixa. O preço do produto recuou 1,12% em março e 10,30% nos últimos 12 meses. A cerveja, contudo, manteve a alta. Ela aumentou 0,80% em março e 4,22% em 12 meses.
Energia
Em “Habitação” (0,19%), a energia elétrica teve alta de 0,12%, influenciada por reajustes de 3,84%, a partir de 15 de março, e de 2,76%, a partir de 19 de março, aplicados nas duas concessionárias pesquisadas no Rio de Janeiro (1,18%).
Transportes
No grupo “Transportes” (-0,33%), houve a já mencionada queda nos preços da passagem aérea (-9,14%). Entre os combustíveis (0,17%) pesquisados, etanol (0,55%) e gasolina (0,21%) tiveram alta, enquanto gás veicular (-2,21%) e óleo diesel (-0,73%) registraram recuo nos preços. O subitem táxi apresentou alta de 0,23% devido ao reajuste de 8,31% em Belo Horizonte (2,28%), a partir de 8 de fevereiro.
Ainda em “Transportes”, a variação do ônibus urbano (-0,06%) foi influenciada pela unificação de tarifas em Recife (-1,21%), a partir de 3 de março; e pelo reajuste de 2,15% em Campo Grande (1,08%), a partir de 15 de março. Em ônibus intermunicipal (0,75%), reajustes foram aplicados no Rio de Janeiro (6,93%), a partir de 24 de fevereiro. No subitem trem (-0,19%), houve incorporação residual da redução de 4,05% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,42%), a partir de 2 de fevereiro.
Nos índices regionais, somente Porto Alegre (-0,13%) registrou recuo de preços, por causa da queda nos preços da batata-inglesa (-18,42%) e da gasolina (-2,41%). Já a maior variação ocorreu em São Luís (0,81%), influenciada pela alta do tomate (23,51%).
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