Zelensky pede que EUA não tomem decisão “sem a Ucrânia”

Donald Trump afirmou que Vladimir Putin aceitou negociar sobre a guerra

CNN/Billy Stockwell, da CNN

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante entrevista coletiva em Kiev • 27/08/2024 REUTERS/Valentyn Ogirenko

 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu aos Estados Unidos que “não tomem nenhuma decisão sobre a Ucrânia sem a Ucrânia”. A fala foi feita antes de um encontro com o vice-presidente dos EUA, JD Vance.

“Acho que o mais importante é a reunião, não tomar nenhuma decisão sobre a Ucrânia sem a Ucrânia”, afirmou Zelensky nesta sexta-feira (14) na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha.

“Nós nunca aceitaremos isso, e não estou falando só de mim”, destacou.

“É muito importante para mim pressionar [o presidente russo Vladimir] Putin. Coloque todas as sanções, acho que o presidente Trump está pronto para fazer isso. Ele tem todo esse poder para fazer isso. É por isso que eu queria muito ir para Washington, qualquer dia”, adicionou.

Também nesta sexta, Zelensky declarou que a única autoridade russa com quem ele está preparado para falar é o presidente Vladimir Putin, e que ele só faria isso quando seu governo concordar com um plano com Trump e os líderes europeus.

“Eu me encontrarei com apenas um cara russo: Putin, e isso somente depois que tivermos um plano comum com Trump e Europa. Então nos sentaremos com ele e pararemos a guerra. Somente neste caso estou pronto para me encontrar“, advertiu.

Entenda a guerra entre Rússia e Ucrânia

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e entrou no território por três frentes: pela fronteira russa, pela Crimeia e por Belarus, país forte aliado do Kremlin.

Forças leais ao presidente Vladimir Putin conseguiram avanços significativos nos primeiros dias, mas os ucranianos conseguiram manter o controle de Kiev, ainda que a cidade também tenha sido atacada. A invasão foi criticada internacionalmente e o Kremlin foi alvo de sanções econômicas do Ocidente.

Em outubro de 2024, após milhares de mortos, a guerra na Ucrânia entrou no que analistas descrevem como o momento mais perigoso até agora.

As tensões se elevaram quando o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou o uso de um míssil hipersônico de alcance intermediário durante um ataque em solo ucraniano. O projétil carregou ogivas convencionais, mas é capaz de levar material nuclear.

O lançamento aconteceu após a Ucrânia fazer uma ofensiva dentro do território russo usando armamentos fabricados por potências ocidentais, como os Estados Unidos, o Reino Unido e a França.

A inteligência ocidental denuncia que a Rússia está usando tropas da Coreia do Norte no conflito na Ucrânia. Moscou e Pyongyang não negam, nem confirmam o relato.

O presidente Vladimir Putin, que substituiu seu ministro da Defesa em maio, disse que as forças russas estão avançando muito mais efetivamente – e que a Rússia alcançará todos os seus objetivos na Ucrânia, embora ele não tenha dado detalhes.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse acreditar que os principais objetivos de Putin são ocupar toda a região de Donbass, abrangendo as regiões de Donetsk e Luhansk, e expulsar as tropas ucranianas da região de Kursk, na Rússia, das quais controlam partes desde agosto.

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