Sindicato dos Trabalhadores de Saneamento Básico (SINTSAMA) cobra da Cedae Plano de Demissão Voluntária(PDV) justo para os trabalhadores que queiram sair da empresa
04/04/202593 Visuzalicações
Presidente da empresa quer demitir 1.400 trabalhadores
Por: Ascom
Vitor Duque/Presdente do (SINTSAMA) – Reprodução/Divulgação/Redes Sociais
“Não assinaremos nenhuma proposta de demissão dos trabalhadores. Não iremos dar um cheque em branco para a direção da Cedae. Vamos resistir e lutar para manter nossos trabalhadores em atividade”. É com essa determinação que o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Saneamento Básico e Meio Ambiente (SINTSAMA) Vitor Duque, quer barrar a proposta de acordo de 50% de demissão dos funcionários feita pelo presidente da Cedae, Agnaldo Ballon, o que colocaria na rua cerca de 1400 trabalhadores. De acordo com Vitor, a empresa aumentou a pressão em cima dos concursados, mas omite o número de comissionados e extra quadros que estão em cargo confiança.
– Não sabemos ao certo o motivo dessa perseguição aos trabalhadores concursados. Seria mais digno a empresa oferecer um Plano de Demissão Voluntária (PDV) que fosse justo, mas ao invés disto quer realizar as demissões a revelia. Para se ter uma ideia, a qualquer momento a empresa irá publicar um balanço onde apresentará lucro líquido de R$ 1 bilhão, lucro esse conquistado pelos mesmo trabalhadores que a empresa quer colocar na rua – disse.
Vitor lembra ainda que o lucro poderia alcançar valores bem maiores se a CEDAE não desse um diferimento para a Águas do Rio de 22% da fatura do bloco 4, levando a empresa a deixar de receber R$ 700 milhões.
– Para piorar a situação, a CEDAE não para de investir em patrocínios de eventos que nada tem haver com as atividades da empresa, como patrocinar camarotes na Marquês de Sapucaí; além de gastos como aluguel de veículos blindados e compra de viagens internacionais na classe executiva para seus diretores, o que comprova que ela tem total condições de realizar um PDV justo aos seus funcionários e ainda sobrar muito dinheiro. Isso seria o mínimo para quem dedicou uma vida em benefício da empresa, sair com dignidade – explicou.