Sindicato dos Trabalhadores de Saneamento Básico (SINTSAMA) cobra da Cedae Plano de Demissão Voluntária(PDV) justo para os trabalhadores que queiram sair da empresa

Presidente da empresa quer demitir 1.400 trabalhadores

Por: Ascom

Vitor Duque/Presdente do (SINTSAMA) – Reprodução/Divulgação/Redes Sociais

 

 

“Não assinaremos nenhuma proposta de demissão dos trabalhadores. Não iremos dar um cheque em branco para a direção da Cedae. Vamos resistir e lutar para manter nossos trabalhadores em atividade”. É com essa determinação que o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Saneamento Básico e Meio Ambiente (SINTSAMA) Vitor Duque, quer barrar a proposta de acordo de 50% de demissão dos funcionários feita pelo presidente da Cedae, Agnaldo Ballon, o que colocaria na rua cerca de 1400 trabalhadores. De acordo com Vitor, a empresa aumentou a pressão em cima dos concursados, mas omite o número de comissionados e extra quadros que estão em cargo confiança.
– Não sabemos ao certo o motivo dessa perseguição aos trabalhadores concursados. Seria mais digno a empresa oferecer um Plano de Demissão Voluntária (PDV) que fosse justo, mas ao invés disto quer realizar as demissões a revelia. Para se ter uma ideia, a qualquer momento a empresa irá publicar um balanço onde apresentará lucro líquido de R$ 1 bilhão, lucro esse conquistado pelos mesmo trabalhadores que a empresa quer colocar na rua – disse.
Vitor lembra ainda que o lucro poderia alcançar valores bem maiores se a CEDAE não desse um diferimento para a Águas do Rio de 22% da fatura do bloco 4, levando a empresa a deixar de receber R$ 700 milhões.
– Para piorar a situação, a CEDAE não para de investir em patrocínios de eventos que nada tem haver com as atividades da empresa, como patrocinar camarotes na Marquês de Sapucaí; além de gastos como aluguel de veículos blindados e compra de viagens internacionais na classe executiva para seus diretores, o que comprova que ela tem total condições de realizar um PDV justo aos seus funcionários e ainda sobrar muito dinheiro. Isso seria o mínimo para quem dedicou uma vida em benefício da empresa, sair com dignidade – explicou.

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