Claudilene, além de professora de História também atua como missionária junto com seu marido.
DG: Assessoria/Por: Déborah Maria Barros Baptista Gonçalves

Hoje ela faz parte do “BUIEIÉ PROJETO QUILOMBOLA” (BPQ), uma iniciativa que busca valorizar, fortalecer e dar visibilidade às tradições, histórias e vivências do povo quilombola. Em 2019, começou com o projeto ENCONTRO DAS PRINCESAS QUILOMBOLAS, um espaço de acolhimento, empoderamento e afirmação cultural para meninas e jovens, e agora também realiza o ENCONTRO DAS PRINCESINHAS, direcionado às crianças de 7 a 12 anos, plantando desde cedo as sementes da identidade, da autoestima e do pertencimento. Sua relação com a Comunidade Quilombola é intensa, profunda e marcada por um compromisso de vida, pautado no respeito às raízes e na luta por reconhecimento e dignidade.
Como professora no município de Viçosa, Claudilene tem levado o quilombo para dentro da escola e a escola para dentro do quilombo, promovendo um ensino mais justo e inclusivo, que ultrapassa os muros institucionais e alcança as famílias e a comunidade. Essa troca de saberes rompe com a lógica excludente da educação tradicional, construindo pontes entre a ancestralidade e a sala de aula. A efetivação da Lei 11.645, que torna obrigatória a inclusão da cultura afro-brasileira e indígena na grade curricular, é um compromisso essencial para a construção de uma educação que reflita a verdadeira história do Brasil, rompendo com silenciamentos e garantindo que novas gerações cresçam conscientes de suas origens e da pluralidade cultural do país.
Apresentando o projeto da Cultura Quilombola para o Grupo Jurema, a proposta foi abraçada de imediato, reconhecendo a riqueza e a potência dessa iniciativa. A partir daí, surgiu o convite para que fosse demonstrado em forma de desfile no evento da 2ª edição de “Mulheres nos Espaços de Poder”, realizado em Viçosa, Minas Gerais. Esse momento representou não apenas a valorização do trabalho desenvolvido, mas também uma oportunidade de mostrar publicamente a beleza, a força e a importância da mulher quilombola na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
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