País foi arrastado para o meio da guerra entre EUA, Israel e Irã por causa das ligações do grupo extremista Hezbollah com o regime dos aiatolás
Itatiaia/Bruno Nogueira

Os ataques de Israel no Líbano, arrastado para o meio da guerra no Oriente Médio pelas ligações do grupo extremista Hezbollah com o Irã, deixaram 394 mortos na última semana. Do total, estariam incluídas 83 crianças e 42 mulheres atingidas pelos bombardeios desde a última segunda-feira (2).
A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, durante uma coletiva de imprensa, onde condenou os ataques contra equipes médicas e ambulâncias. As autoridades ainda informaram que cerca de nove profissionais de saúde estão entre os mortos.
Na passagem de sábado (7) para domingo (8), quase 117 iranianos, incluindo diplomatas, escaparam da capital Beirute por meio de um avião russo, segundo informações de uma alta funcionária do governo libanês à AFP.
O governo proibiu que jovens participem de qualquer atividade militar com a guarda revolucionária do Irã e impôs restrições de vistos para entrada de iranianos no país. A medida tem como objetivo apertar o cerco contra o Hezbollah, principal grupo paramilitar aliado da República Islâmica.
Durante a noite, um ataque israelense contra um hotel no centro de Beirute deixou 12 mortos. Segundo o governo de Benjamin Netanyahu, o objetivo era eliminar líderes da guarda iraniana, mas, segundo a AFP, paramédicos ligados ao Hezbollah retiraram três corpos do local.
“O regime terrorista iraniano opera de forma sistemática no centro da população civil no Irã e no Líbano, explorando cinicamente a população como escudos humanos”, disse o exército israelense na plataforma de mensagens do Telegram.
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