O que é pielonefrite? Especialista explica infecção renal que levou Erika Januza à internação e faz alerta sobre sintomas

Caso de Erika Januza chama atenção para infecção renal que pode surgir a partir de uma infecção urinária simples; nefrologista alerta para sinais de gravidade.

Purepeople/Por: Luiz Eugênio de Castro Reality show, redes sociais e TV

© Reprodução/Instagram

 

A internação de Erika Januza nesta semana acendeu um alerta entre fãs e seguidores da atriz. O que começou com um mal-estar acabou evoluindo para um diagnóstico de infecção renal, quadro que exigiu três dias de internação hospitalar. Nesta sexta-feira (17), a artista recebeu alta e já se recupera em casa.
O episódio chama atenção porque a pielonefrite, apesar de relativamente comum, ainda é pouco compreendida fora do ambiente médico, principalmente quando surge como evolução de uma infecção urinária aparentemente simples.
Para entender o que aconteceu com a atriz e em quais situações o organismo passa a dar sinais de alerta mais importantes, conversamos com a nefrologista Daphnne Camaroske Lopes, da Fenix Nefrologia.
O perigo mora na ‘subida’ das bactérias
A principal diferença entre a infecção urinária comum e a pielonefrite está na progressão do quadro dentro do organismo.
“A infecção renal, chamada de pielonefrite, é uma infecção mais grave que atinge os rins. Na maioria das vezes, ela começa como uma infecção urinária simples, geralmente na bexiga e, quando não tratada adequadamente ou em alguns pacientes mais suscetíveis, as bactérias sobem pelo trato urinário e alcançam os rins”, explica a especialista.
Esse avanço da infecção é justamente o que transforma um quadro inicialmente simples em uma condição que pode exigir acompanhamento hospitalar, como aconteceu com Erika.
Quando o corpo ‘grita’
Quando os rins são atingidos, os sintomas deixam de ser localizados e passam a envolver o organismo de forma mais intensa.
“A infecção urinária simples costuma ficar restrita à bexiga, causando sintomas como ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e urgência. Normalmente sem febre, com exceção das crianças. Já quando há acometimento dos rins, o quadro se torna sistêmico, com inflamação mais intensa e risco de complicações. É uma condição mais grave e que pode exigir tratamento mais agressivo, muitas vezes com antibiótico na veia”, detalha a nefrologista.
Entre os sinais que merecem atenção imediata estão febre alta, dor nas costas e mal-estar importante.
“Os sinais de alerta incluem: febre alta, dor lombar (na região das costas, próxima aos rins), náuseas, vômitos, mal-estar importante e, em alguns casos, calafrios. Esses sintomas indicam que a infecção pode ter atingido os rins e não deve ser negligenciada”, alerta a especialista.
Por que internar?
A necessidade de manter Erika Januza hospitalizada por alguns dias segue critérios clínicos bem estabelecidos para quadros com sinais de maior gravidade ou dificuldade de controle inicial da infecção.
“A internação é indicada quando o paciente apresenta sinais de gravidade, como febre persistente, queda do estado geral, vômitos que impedem o uso de medicação oral, dor intensa, alteração da função renal ou risco de complicações. Também pode ser necessária em gestantes, idosos ou pessoas com doenças crônicas”, elucida a nefrologista.
O grupo de risco e os erros mais comuns
Embora qualquer pessoa possa desenvolver pielonefrite, alguns perfis apresentam maior predisposição.
“Qualquer pessoa pode desenvolver, mas alguns grupos têm maior risco, como mulheres (pela anatomia do trato urinário ser mais curta), gestantes, diabéticos, pacientes com cálculo renal, alterações urinárias ou imunidade mais baixa”, explica a especialista.
Além disso, hábitos aparentemente simples podem contribuir para a progressão da infecção.
“Os principais erros são: automedicação (principalmente com antibióticos), interromper o tratamento antes do tempo correto e ignorar sintomas mais intensos, achando que vão melhorar sozinhos. Isso pode facilitar a progressão da infecção para os rins”, alerta a médica.
Recuperação costuma ser completa mas exige atenção
A evolução costuma ser positiva quando o diagnóstico acontece cedo e o tratamento é iniciado rapidamente, como ocorreu no caso de Erika Januza.
“Na maioria dos casos, quando tratada de forma adequada e precoce, a recuperação é completa. Porém, infecções recorrentes ou quadros mais graves podem levar a cicatrizes nos rins e, a longo prazo, até prejuízo da função renal”, diz a especialista.
Algumas medidas simples ajudam a reduzir o risco de novos episódios.
“A hidratação adequada é fundamental, pois ajuda a ‘lavar’ o trato urinário. Além disso, não segurar a urina por longos períodos, manter boa higiene íntima e tratar corretamente infecções urinárias iniciais fazem toda a diferença. Se apresentar quadros de repetição consultar o nefrologista”, orienta.
Quando procurar ajuda médica imediatamente
O caso enfrentado por Erika Januza também reforça a importância de procurar avaliação médica diante de sinais que indicam possível agravamento da infecção.
“Esses sinais indicam possível infecção renal e exigem avaliação médica urgente para evitar complicações, e diminuir o risco de uma sepse (infecção generalizada)”, garante a especialista.
Após receber alta hospitalar nesta sexta-feira (17), Erika Januza segue em recuperação em casa. O episódio serve como alerta: sintomas como febre alta, dor lombar e mal-estar importante não devem ser ignorados. Em quadros como esse, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

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