Senador Rodrigo Pacheco é o favorito de Lula para concorrer ao governo de Minas, mas ruídos políticos colocaram plano em risco
Metrópoles/Raphael Veleda

Belo Horizonte – Após o crescimento de uma desconfiança entre aliados de Lula (PT) em torno de seu compromisso com o grupo, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) passou a dar sinais mais fortes de que pretende aceitar a missão de concorrer ao governo de Minas Gerais.
Nesta semana, o ex-presidente do Senado até se deu prazo para decidir, enquanto aumenta contatos com a cúpula do PT para tratar dos cenários na dura disputa mineira. “Vou analisar. Acho que até o final deste mês de maio é um bom tempo”, disse Pacheco na terça (5/5).
Com o PT enfraquecido em Minas, Pacheco é o plano A de Lula há algum tempo e migrou do PSD para o PSB para possibilitar a construção de uma candidatura. Mas a hesitação do senador em confirmar publicamente a intenção de concorrer e a derrota de Jorge Messias na tentativa de ingressar no STF deixaram o clima azedo.
Como resposta, noticiou o Metrópoles na coluna de Igor Gadelha, uma ala do PT começou a cogitar outros nomes para representar Lula em Minas. O mais falado é o ex-prefeito de BH Alexandre Kalil (PDT), que aparece competitivo nas pesquisas de intenção de voto.
Outro nome cogitado é o do empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, que acompanhou Lula por dois mandatos.
Aliados de Pacheco reagem a essas possibilidades lembrando que Kalil tem rejeição alta entre alguns setores e que Josué Gomes não está vivendo a política mineira há bastante tempo.
O senador mineiro avalia que, após os ruídos desde a semana passada, recebeu apoio do entorno de Lula para construir e confirmar sua pré-candidatura com o apoio do petista até o fim deste mês.
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