Julio Lopes sugeriu também a presidente da Petrobras, uso de SMRs em plataformas da empresa para exploração de águas profundas
Por: ASCOM

O presidente da Frente Parlamentar de Energia Nuclear do Congresso, deputado Julio Lopes (PP), reuniu-se no final da tarde de ontem no gabinete da presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Na pauta, o fortalecimento institucional da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e a utilização de microrreatores nas plataformas da Petrobras para a energização na busca e exploração de águas profundas. Segundo o parlamentar, a ideia é aproveitar o acordo que está sendo intermediado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Câmara de Soluções de Conflitos, em relação a delimitação do Campo de Tupi que afeta o pagamento de royalties e a divisão de R$ 23 bilhões em compensações, para capitalizar a ANP com os recursos provenientes dessa negociação, que seria investido em sua completa digitalização para fiscalizar em tempo real online os 120 mil pontos de combustíveis espalhados pelo país.
– Isso promoverá uma enorme revolução no setor de combustíveis, que hoje é a terceira maior renda do crime organizado e uma das maiores fontes de sonegação fiscal do Brasil, que passaria a ter um controle em tempo real permitindo que não só a Petrobras, a ANP e o Ministério de Minas e Energia, mas sobretudo a sociedade brasileira, possa acompanhar e controlar todo o abastecimento, teor de misturas, preço e a quantidade de combustível abastecido através do controle digital online, que não tenho dúvida irá contribuir para a redução da fraude volumétrica que causa um prejuízo de cerca de R$ 10 bilhões anuais – afirmou.
O parlamentar disse entusiasmado que a presidente ouviu atentamente e se comprometeu em realizar um estudo com a diretoria técnica da área, para avaliar a possibilidade de usar o acordo que está sendo intermediado pelo TCU.
Implantação de microrreatores (SMRs) para exploração de águas profundas
Outro assunto discutido durante o encontro e sugerido pelo parlamentar, foi fazer com que a Petrobras fique interessada pela área nuclear, ela que é a terceira maior empresa de energia do país, não pode ficar fora de uma área que só cresce, desenvolve e inova no setor de energia de todo o planeta.
– A Petrobras precisa entrar no domínio dessa tecnologia, e essa entrada pode ser através dos microrreatores nucleares e de parcerias internacionais no desenvolvimento dos Small Modular Reações (SMRs), que são pequenos reatores nucleares que geram até 300 MW de energia por unidade. Para isso, ela poderia utilizar as plantas das instituições instaladas no Rio de Janeiro, como a NUCLEP, que poderia ser o campo de testes, a área de provas e o grande centro de desenvolvimento e tecnologia da empresa e das parceiras internacionais que possuem interesse nessa tecnologia – explicou.
Julio disse também que a empresa poderia avaliar a criação de um grupo técnico para estudar a implantação de microrreatores modulares para amenizar a deficiência existente no abastecimento de energia dos estados do Norte do país, que hoje tem um custo anual de cerca de R$ 12 bilhões por ano, além da exploração de águas profundas feita pela Petrobras.
– Os SMRs já estão na propulsão dos submarinos nucleares e são fundamentais para geração de energia, hidrogênio e dessalinização de água. Acredito que a implantação de microrreatores nas plataformas da Petrobras para a energização na busca e exploração de águas profundas, seria fundamental para o desenvolvimento da empresa – garante o deputado.
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