Ansiedade de famosos acende debate sobre hipnose; especialista analisa

Relatos de João Gomes e Virginia expõem a pressão da exposição pública e ajudam a explicar por que a hipnose voltou ao centro das discussões

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Os recentes episódios envolvendo João Gomes e Virginia Fonseca colocaram novamente a ansiedade em Pauta. João revelou ter enfrentado uma crise ao subir em um trio elétrico ao lado de Ivete Sangalo, enquanto Virginia falou abertamente sobre momentos de ansiedade intensa antes de desfilar em um evento de grande visibilidade.

Os relatos chamaram atenção não por envolverem tratamentos alternativos, mas por escancararem como a pressão emocional atinge até quem está acostumado aos holofotes. A partir desses episódios, um tema voltou a ganhar espaço nas conversas sobre saúde mental: a hipnose.

Embora João Gomes e Virginia não façam uso da técnica, situações como as que eles viveram ajudam a explicar por que tantos outros artistas passaram a buscar esse recurso como apoio emocional. Durante muito tempo associada a truques de palco e cenas de cinema, a hipnose vem ganhando um novo status fora do entretenimento, impulsionada por estudos científicos e, principalmente, por relatos públicos de celebridades.

Entre os nomes internacionais, Adele já contou que recorreu à hipnose para enfrentar o medo do palco e também como apoio para parar de fumar. Reese Witherspoon buscou a técnica para lidar com inseguranças e crises de pânico ligadas a experiências negativas ao longo da carreira. Bruce Willis, ainda no início da trajetória artística, utilizou a hipnose para superar a gagueira e reduzir a ansiedade ao falar em público.

No Brasil, o interesse também cresceu. Anitta confirmou que realizou sessões de hipnose com Pyong Lee e descreveu a experiência como positiva, embora tenha interrompido o processo por receio de revisitar conteúdos emocionais profundos. Fátima Bernardes já mencionou a hipnose como uma ferramenta de autoconhecimento e equilíbrio emocional, enquanto Deborah Secco revelou ter recorrido à técnica como apoio emocional em momentos de maior vulnerabilidade.

Esses relatos ajudam a entender por que a hipnose clínica, também chamada de hipnoterapia, voltou a chamar atenção quando o assunto é ansiedade e saúde emocional. Em um cenário marcado por níveis elevados de estresse, exposição constante e cobrança por performance, cresce a busca por abordagens que vão além do alívio imediato e tentam compreender a origem dos medos, bloqueios e reações automáticas.

Ao contrário do que ainda se imagina, a hipnose clínica não envolve perda de consciência nem controle da mente. Durante as sessões, o paciente permanece lúcido, em um estado de foco e relaxamento profundo que facilita o acesso a padrões emocionais que costumam passar despercebidos no dia a dia. Segundo o especialista em hipnoterapia Felipe Gonzalez, esse é justamente o diferencial da técnica.

“Quando a ansiedade tem origem em traumas, gatilhos ou padrões emocionais repetitivos, a hipnose permite acessar esses conteúdos internos e reorganizá-los. É um processo que trabalha as causas, não apenas os sintomas”, explicou à coluna.

O interesse pela hipnose também encontra respaldo científico. Pesquisas indicam que a técnica pode influenciar áreas do cérebro ligadas ao medo, ao estresse e à percepção da dor, o que ajuda a explicar por que instituições como a Stanford Medicine e a American Psychological Association reconhecem seus resultados na redução da ansiedade e no aumento do controle emocional.

Na prática, as sessões funcionam como um convite à introspecção. Emoções antecipatórias, inseguranças e respostas automáticas são revisitadas, permitindo que o paciente construa novas formas de lidar com situações que antes geravam desconforto. Para muitos, esse processo traz avanços percebidos como mais rápidos do que aqueles obtidos apenas por abordagens racionais.

Felipe Gonzalez reforça que a hipnoterapia pode ser tanto uma porta de entrada quanto um complemento ao cuidado emocional. “Ela pode ser indicada para ansiedade, fobias, traumas e sintomas ligados ao estresse, além de atuar de forma integrada com a psicoterapia e outras abordagens, sempre respeitando a individualidade de cada pessoa”, afirmou.

O especialista também alerta que a escolha de um profissional qualificado é fundamental para garantir segurança e bons resultados.

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