Ao menos 22 pessoas morreram em ataque na Faixa de Gaza, diz Cruz Vermelha

Organização palestina acusa Israel pelo ataque; forças israelenses dizem que incidente está sendo analisado, mas que investigações iniciais não encontraram “nenhum indicativo” de participação

Jomana Karadsheh, da CNN

Área destruída da Faixa de Gaza por ataques israelenses
12/06/2024REUTERS/Mahmoud Issa

 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirma que pelo menos 22 pessoas foram mortas em um ataque que atingiu civis que estavam em abrigos no sul de Gaza na sexta-feira (21).

O ataque atingiu as barracas de moradores deslocados em Mawasi, uma cidade palestina, onde partes do território foram identificadas pelos militares israelenses como zona humanitária.

Israel vem intensificando sua operação na vizinha Rafah, onde lançou uma ofensiva no mês passado como parte de sua campanha para desmantelar o Hamas em Gaza.

Após o ataque, um hospital de campanha da Cruz Vermelha nas proximidades recebeu 22 corpos e 45 feridos, informou o CICV.

A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS) acusou Israel pelo ataque, dizendo que estava lidando com um grande número de vítimas.

O Ministério da Saúde de Gaza declarou que 25 pessoas foram mortas e 50 ficaram feridas no ataque. A CNN não pôde confirmar os números de vítimas.

As forças armadas israelenses disseram que o incidente estava sendo analisado, mas as investigações iniciais não encontraram “nenhum indicativo” de que estivessem por trás do ataque em Mawasi.

O governo israelense identificou parte de Mawasi — na costa — como uma zona humanitária.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde de Gaza relatou o maior número de mortes na Faixa de Gaza em um período de 24 horas desde 9 de junho.

O ministério disse que 101 pessoas foram mortas na quinta-feira (20) e outras 169 ficaram feridas.

De acordo com o comitê da Cruz Vermelha, uma das suas instalações foi danificada no ataque de sexta-feira (21).

Em um post no X, o CICV não atribuiu a responsabilidade pelo ataque, mas disse que “o escritório do CICV — que está cercado por centenas de civis desalojados que vivem em tendas — foi danificado por bombardeios próximos em Gaza”.

“Disparar tão perigosamente perto de estruturas humanitárias coloca em risco a vida de civis e humanitários”, acrescenta a publicação.

O CICV disse que havia “projéteis de calibre pesado” que caíram a poucos metros da instalação e que esse incidente foi um dos vários ocorridos nos últimos dias, depois que balas perdidas atingiram estruturas do comitê.

Ele disse que as partes envolvidas no conflito têm a obrigação de tomar “todas as precauções possíveis para evitar danos aos civis”.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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