Após 8h de leitura do relatório, votação na CPMI deve ser na madrugada

Presidente da comissão deve conceder o período de ao menos uma hora para que os parlamentares analisem as quase 4.000 páginas do documento de autoria do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL)
Davi Alencar, da CNN Brasil*
Governistas votaram contra requerimentos, mas foram derrotados na CPMI do INSS • Geraldo Magela/Agência Senado

 

A votação do relatório da CPMI(Comissão Parlamentar Mista de Inquérito)do INSS deve ocorrer madrugada adentro. Por volta das 19h30 desta sexta-feira (27), o relator, deputado federal Alfredo Gaspar(PL-AL), terminou a leitura de seu texto final após cerca de oito horas. O documento possui quase 4.000 páginas.
“Minha vontade é de que a gente termine de hoje para amanhã, na madrugada se for necessário, a votação do relatório e entreguemos uma solução e o fim da CPMI para todo o país”, afirmou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Após o período de discursos, o presidente da CPMI deve conceder vista de ao menos uma hora para que os parlamentares analisem o relatório apresentado. Estão escritos 32 parlamentares para discursar, com ao menos dez minutos de tempo de fala para cada.

Relatório alternativo

Outro fator que deve atrasar a votação do relatório final da CPMI do INSS é o relatório alternativo proposto pela ala governista no colegiado.
Com tamanho semelhante ao de Gaspar, o documento suprime pontos originalmente levantados, como o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, e adiciona novos acusados, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A expectativa dos parlamentares governistas é derrubar o texto proposto pelo relator.
Em uma manobra regimental, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), para que pudesse retornar ao Senado e votar contra o relatório da oposição.
A suplente, senadora Margareth Buzetti (PP-MT), afirmou que a jogada foi uma “estratégia de um governo que tem medo”.

Além disso, verifique

Síndrome Respiratória Aguda Grave aumenta em bebês até 2 anos

Levantamento se refere à semana de 5 a 11 de abril Agência brasil/Alana Gandra   …