Após Genial/Quaest, Flávio Bolsonaro crava: “Não demorará muito para eu estar à frente de Lula”

Pesquisa testou também 7 possíveis cenários de primeiro turno e realizou levantamento espontâneo; o petista lidera em todos eles

MONEY TIMES/Por: Vitor Azevedo

(Imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino) Reprodução/MONEY TIMES

 

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República em 2026, afirmou que as pesquisas mais recentes mostram uma tendência de crescimento consistente de sua candidatura e redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu sempre olho para as tendências. As tendências mostram que não vai demorar muito para eu estar numericamente na frente do Lula. A diferença já caiu bastante, a rejeição é praticamente a mesma, e quanto mais exposição a gente tem, mais as pessoas entendem qual é o nosso projeto. Isso vai se consolidando”, disse durante o evento CEO Conference 2026, do BTG Pactual.

Hoje, levantamento da Genial/Quaest mostrou que uma aproximação de Flávio Bolsonaro, que herdou os votos de Tarcísio de Freitas e reduziu a vantagem de Lula para 5 pontos no segundo turno (43% a 38%). No cenário mais acirrado de primeiro turno, a distância caiu para apenas 4 pontos, configurando um empate técnico no limite da margem de erro e consolidando o senador como o principal nome da oposição.

Flávio afirmou que a disputa será definida por uma fatia estreita de eleitores independentes e que sua estratégia é ampliar o diálogo para além da base tradicional do bolsonarismo.

Nesta frente, questionado sobre o “vice dos sonhos”, o Senador citou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como um nome qualificado, mas ressaltou que respeita o momento político do aliado.

“O Zema é um grande nome, fez um excelente trabalho em Minas, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Eu acho que seria um bom nome para ser vice.. Mas eu não fiz convite formal, até porque ele foi lançado como pré-candidato à Presidência. A gente tem que respeitar o tempo dos partidos e construir convergência”, disse.

As aliança e propostas de Flávio

Sobre as articulações partidárias, Flávio disse manter diálogo com lideranças de centro e centro-direita e afirmou que o objetivo comum é evitar a continuidade do PT no poder.

“Eu tenho conversado com vários partidos. Não estou com pressa para fechar nada agora, porque cada partido também está avaliando seu cenário local. Mas uma coisa eu tenho certeza: ninguém vai entrar na canoa furada [do PT]. Todo mundo está vendo para onde o Brasil iria com mais quatro anos desse atual modelo”, defende

O senador também minimizou rumores de atritos com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e com Michelle Bolsonaro.

“Da minha parte, desavença zero. Sempre tratei o Tarcísio com respeito e admiração. Ele construiu uma credibilidade própria, faz um baita governo em São Paulo, e a relação que eu vejo é complementar. É boa para São Paulo e é boa para o Brasil. Eu espero que a gente caminhe junto, como sempre caminhou.”

Em relação a Michelle, afirmou que a participação dela na campanha dependerá de decisão pessoal.

“Eu tenho todo respeito por ela. Esse é um projeto de Brasil, não é um projeto do Flávio Bolsonaro. Quando todos estiverem juntos, de corpo e alma, isso vai fortalecer ainda mais.”

Já ao tratar da equipe econômica, disse que ainda não há definição para o Ministério da Fazenda, mas garantiu que será um nome com credibilidade técnica.

“Tem que ser no mínimo igual ao Paulo Guedes. A régua subiu. Eu não conversei formalmente com ninguém ainda, porque é muito cedo. Mas pode ter certeza de que será alguém que entenda profundamente de economia, que dê previsibilidade, que passe confiança para quem quer investir e gerar emprego.”

Ainda no campo econômico, Flávio defendeu um “tesouraço” nas contas públicas e criticou o modelo fiscal atual. Para ele, o governo tem ampliado a arrecadação sem promover cortes estruturais.

“Tem que cortar carga tributária, cortar burocracia, cortar cargos em comissão e cortar gastos em excesso. O Brasil não aguenta mais essa lógica de aumentar imposto para sustentar máquina pública inchada.”

O senador afirmou que o arcabouço fiscal do governo Lula foi construído sobre bases frágeis e que parte de uma expectativa de arrecadação que não se confirma, sem enfrentar o problema dos gastos.

Apesar do discurso de ajuste, ele afirmou que programas sociais serão mantidos. “Programas como o Bolsa Família vão ser mantidos enquanto as pessoas precisarem do Estado. Agora, o que não dá é para transformar isso num projeto permanente de dependência. Tem que ter rampa de saída. O Estado precisa ajudar a pessoa a caminhar com as próprias pernas, não mantê-la refém.”

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