Nos últimos meses, China registrou condições meteorológicas extremas, fenômeno agravado pelas mudanças climáticas
EXAME/Da redação, com agências

Pelo menos duas pessoas morreram em Pequim, na China, nesta segunda-feira, 31, diante das fortes chuvas na região há vários dias que provocaram deslizamentos de terra e enchentes. Os corpos das vítimas foram encontrados pelos serviços de emergência em um rio no bairro de Mentougou, na periferia oeste da cidade, segundo o jornal estatal Diário do Povo. Mais de 31 mil pessoas deixaram as casas e estão em abrigos.
As autoridades ativaram o alerta máximo na capital chinesa nesta segunda, diante do risco de inundações. Segundo os serviços de emergência, parte da periferia de Pequim “apresenta um risco elevado de desabamentos e de deslizamentos de terra”.
Quem passou perto do rio Mentougou viu galhos de árvores e carros esmagados pelas margens. As avenidas próximas ao local também ficaram inundadas após o rio transbordar.
As chuvas torrenciais na China são consequência do ciclone Doksuri, que deixou pelo menos seis mortos nas Filipinas. Desde sexta-feira passada o ciclone perdeu força, mas a tempestade tropical atinge agora o norte do país asiático.
Segundo o serviço meteorológico da capital, caíram 170,9 milímetros de água na cidade em 40 horas, entre a noite de sábado e o meio-dia de segunda-feira, ou seja, quase a média pluviométrica para todo um mês de julho.
As autoridades da capital chinesa estão cautelosas diante das fortes chuvas desde 2021, quando houve graves inundações no centro do país, e mais de 300 pessoas morreram, principalmente na cidade de Zhengzhou.
Por isso, milhões de pessoas foram aconselhadas a permanecer em casa nesta segunda. Centenas de conexões de ônibus foram canceladas, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua, e o rio Dashihe, nos arredores de Pequim, foi colocado sob o nível de alerta de inundação mais alto.
Estrada vira esgoto a céu aberto
Moradores da região tem relatado que quando começa a chover, a estrada vira um esgoto, e a água sobe até o primeiro andar das casas. Como as moradias são antigas, o risco de desabamento aumenta.
No bairro de Fangshan, também nos arredores de Pequim, uma parte das estradas desaparece sob as águas. Na capital, as ruas estavam menos movimentadas do que o normal para uma manhã de segunda-feira. Muitas pessoas seguiram as orientações para trabalhar de casa. Apenas alguns entregadores circulavam nas ciclovias, normalmente lotadas. Os centros turísticos de Pequim, como a Cidade Proibida e o parque de diversões da Universal Studios, assim como bibliotecas e museus, permaneceram fechados no domingo.
Nos últimos meses, a China registrou condições meteorológicas extremas e temperaturas bastante incomuns, fenômenos agravados pela mudança climática, segundo cientistas.
No início de julho, Pequim e sua região bateram recordes de temperatura, ultrapassando os 40°C.
(Com AFP)
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