Rogério Ceni orienta time do São Paulo na Copa Sul-Americana em 2017 Eitan Abramovich / Getty Images

Ceni reencontra atacante que o defendeu no São Paulo em 2017: ‘Se não tiverem paciência com ele…’

Andrés Chávez é atacante do Jorge Wilstermann e passou pelo São Paulo entre 2016 e 2017, quando trabalhou com Rogério Ceni em sua primeira experiência como treinador

Por: ESPN
Rogério Ceni orienta time do São Paulo na Copa Sul-Americana em 2017 Eitan Abramovich / Getty Images

A viagem do São Paulo até Cochabamba para enfrentar o Jorge Wilstermann, nesta quinta-feira (28), às 19h15 (de Brasília), pela fase de grupos da Copa Sul-Americana, pode colocar frente a frente Rogério Ceni e aquele que foi o primeiro camisa 9 que ele dirigiu como treinador: Andrés Chávez.

Hoje com 31 anos, o atacante argentino integra o elenco do Jorge Wilstermann, mas é dúvida para a partida por conta de desgaste muscular. São 6 gols em 14 jogos pelo clube boliviano, um deles na atual Sul-Americana, o que já representa uma ameaça ao São Paulo caso o artilheiro atue.

Talvez poucos se lembrem, mas Chávez era o centroavante do São Paulo quando Ceni assumiu o clube, em dezembro de 2016. Emprestado pelo Boca Juniors, ele estreou ainda sob comando de Edgardo Bauza, meses antes, e anotou 10 gols em 23 jogos no Campeonato Brasileiro.

Como Lucas Pratto ainda não havia chegado e Gilberto estava no banco, Chávez usou a camisa 9 no primeiro jogo oficial de Rogério como treinador tricolor. Em Osasco, o São Paulo perdeu para o Audax por 4 a 2, na abertura do Campeonato Paulista, mas Chávez conseguiu se destacar dentro e fora de campo.

Foram dele os dois gols do São Paulo no duelo contra o então time de Fernando Diniz, mas a boa atuação do argentino não salvou uma estreia frustrante. Após a partida, Chávez saiu em defesa de Rogério Ceni, pedindo paciência ao ídolo que estava apenas iniciando a carreira à beira do campo.

Se não tiverem paciência com Rogério, não sei com quem mais eles terão“, disse o atacante, que seguiu a defesa. “Ele não veio aqui perder tempo. Veio para fazer história como fez em 25 anos no clube como jogador. Veio para ganhar, não para perder. Para ganhar muito mais. Seguramente a torcida tem confiança e terá paciência”.

“O Rogério se comportou com muita tranquilidade e isso nos transmite calma. Se ele se desesperasse no primeiro jogo, estaríamos ferrados. Se ele está tranquilo, estamos tranquilos para os jogos. E ele entende a torcida, que quer o time ganhando. Não é fácil, mas vamos tentar deixar nossa torcida alegre”, falou o atacante.

Chávez, no fim, não teve muitas chances com Rogério, pois atuou apenas dez vezes e acabou preterido por Gilberto e Pratto. Deixou o Morumbi em julho, dias antes da demissão do treinador. Ao sair, defendeu Panathinaikos (Grécia), Huracán (Argentina) e Limassol (Chipre) até chegar ao Jorge Wilstermann.

Agora, vai tentar atrapalhar a vida do técnico que ele tanto defendeu quando atuava pelo São Paulo. O time brasileiro lidera o Grupo D da Sul-Americana, com seis pontos, contra apenas um do Jorge Wilstermann. Só o líder de cada chave avança à próxima fase.

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