Diretoria do Flamengo apresenta estudo preliminar de arquitetura e engenharia que engloba as bases de projeto do seu futuro estádio próprio aos sócios rubro-negros
Itatiaia Esporte/ Matheus Dantas

Em apresentação a cerca de 400 sócios do Flamengo, na Sede da Gávea nesta sexta (22), a diretoria detalhou o estudo preliminar de arquitetura e engenharia que baseia o projeto do futuro estádio próprio do clube, a ser construído no terreno do Gasômetro. O investimento previsto na obra é de R$ 1,93 bilhão, mas a gestão projeta novas receitas de R$ 2,467 bilhões.
Os custos projetados
Os estudos e as bases do projeto foram apresentados pela Arena Events + Venues, empresa especialista na construção de estádios e arenas. O projeto prevê um investimento total de R$ 1,93 bilhão, divididos entre terreno, sondagem, descontaminação e terraplanagem, fundação, estruturas, instalações, estacionamento, cobertura, campo e urbanização e paisagismo, compromisso com a Prefeitura do Rio.
O estudo apresentado pela empresa contempla acústica, fluxo de multidões, integração urbana, meio ambiente, estudo de tráfego, entre outros pontos. O projeto prevê 6.200m² de painéis de LED. O principal, interno, em 360º, e um telão do lado de fora do estádio. A ideia do clube é realizar “fan fest’ em jogos do Flamengo fora do Rio de Janeiro nesse espaço externo.
Vale destacar que a escolha final da empresa responsável pelo projeto definitivo do estádio do Flamengo será por meio de uma concorrência a ser realizada entre diversas interessadas.
As novas linhas de receitas
A diretoria explicou que, apesar do alto grau de investimento, o projeto de construção de estádio próprio não comprometerá as finanças do clube ou a competitividade esportiva do clube, explicando que novas linhas de receitas serão criadas a partir da nova casa da Nação. Segundo avaliações, os valores alcançam os R$ 2,467 milhões.
Confira as novas receitas projetadas pelo Flamengo com a construção do estádio próprio que, somadas, alcançam R$ 2,467 bilhões:
- Naming rights: avaliado em R$ 1,5 bilhão em 20 anos
- Venda antecipada de 1.000 cadeiras perpétuas: avaliada em R$ 187 milhões
- Venda antecipada de 5.000 cadeiras por 5 anos: avaliada em R$ 183 milhões
- Venda antecipada de 28 camarotes por 5 anos: avaliada em R$ 100 milhões
- Potencial construtivo da Gávea: avaliado em R$ 497 milhões
Capacidade próxima aos 80 mil lugares
O estádio terá capacidade para cerca de 80 mil lugares, com uma parte das arquibancadas no estilo de uma “nova geral”, com ingressos acessíveis. A distância para o gramado é outro ponto do projeto: apenas 6,81 metros separarão os torcedores do campo.
Ainda no projeto apresentado aos sócios, o estádio 60 metros de altura, mais alto que o Maracanã, e contará com 27 elevadores, além de arquitetura integrada com as 16 rampas principais de acesso internas.
Outro ponto de destaque no projeto apresentado é em relação ao setor visitante do estádio, que será flexível. Isso possibilita que o espaço poderá ser modulado jogo a jogo, atendendo à expectativa de público da torcida adversária. Desta forma, parte do setor poderá ser ocupado por torcedores rubro-negros.
A palavra da diretoria
O presidente Rodolfo Landim, o vice-presidente Geral, Rodrigo Dunshee, o vice-presidente de Patrimônio, Marcos Bodin, e o CEO rubro-negro, Reinaldo Belotti, apresentaram o projeto aos sócios.
A atual diretoria reforçou a intenção de inaugurar o novo estádio em 15 de novembro de 2029, aniversário do Flamengo, data já anunciada na posse do terreno do Gasômetro, em outubro.
“Sempre foi nosso objetivo deixar um legado para o sócio e torcedor do Flamengo. E fizemos isso em diversas áreas. Na parte esportiva, somos uma gestão multicampeã em todos os esportes. A Gávea nunca esteve tão bem cuidada. Nas finanças foi um show, segundo clube do mundo que mais deu lucro. E a cereja do bolo, que é nosso estádio, só foi possível por conta desses seis anos de trabalho intenso. Reforço isso para que o sócio se lembre que não foi fácil, nem rápido, mas o nosso comprometimento valeu a pena”, afirmou Landim.
“Todo o projeto e viabilização vão passar pela área de Compliance e Integridade, criada pela nossa gestão. O sócio e o torcedor precisam saber que esse é um compromisso da nossa gestão, que brigou muito para viabilizar esse sonho. E vamos fazer isso sem necessidade de SAF, porque o Flamengo não precisa de um dono, o clube é da Nação. Nós estamos comprometidos com a construção do estádio. Nós temos um projeto técnico detalhado que foi apresentado hoje e vamos trabalhar muito para colocá-lo de pé, sempre consultando o Conselho no momento próprio”, disse Dunshee.
“Esse é mais um passo da conquista histórica que a gestão Landim e Dunshee alcançou. É um sonho que pode se realizar graças a um trabalho excelente de gestão financeira e esportiva e um extenso relacionamento com a Prefeitura. Porém, o sócio precisa estar atento e verificar quem foram as pessoas que realmente atuaram e se comprometem não só com a aquisição do terreno, mas com a construção e viabilização sem impactar o clube e a performance esportiva”, explicou Bodin.
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