Coordenador da Comissão Externa de Combate a Pirataria quer aumento de pena por roubo de energia de três para seis anos

Prejuízo anual com “gatos” supera R$ 10,5 bilhões e encarece conta de luz para consumidor que paga em dia

Por: ASCOM

Divulgação

 

Durante a audiência pública realizada na Câmara dos Deputados para discutir práticas ilegais no setor de energia elétrica e os prejuízos causados por furtos e fraudes, além da legalidade da transmissão e fornecimento da energia elétrica no país, o coordenador da Comissão Externa do Brasil Legal de Combate a Pirataria, deputado Julio Lopes (PP), deixou claro a necessidade urgente de uma cobrança maior para tentar reduzir essa prática.
Ele sugeriu o aumento da pena de três para seis anos para quem é flagrado furtando ou desviando energia elétrica, para assim tentar coibir esse assalto ao Brasil e aos consumidores.
– Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o furto e desvio de energia geram prejuízo superior a R$ 10 bilhões por ano ao setor elétrico brasileiro. Desse total, cerca de R$ 7 bilhões são repassados anualmente para a tarifa paga pelo consumidor regular, encarecendo a fatura em até 3%, afetando diretamente não apenas as distribuidoras, mas também os consumidores que mantêm suas contas em dia. Os custos são incorporados ao sistema e influenciam o valor das tarifas – afirma.
O parlamentar destacou ainda que o aumento desses custos repercute em diversos segmentos da economia, elevando despesas de produção e reduzindo a competitividade das empresas, com impacto direto na geração de empregos e renda.
– As maiores perdas estão nas empresas Amazonas Energia e Light, seguida da Enel; fazendo com que os consumidores do Rio de Janeiro paguem entre 12,5% a 15% a mais na conta em função do furto coletivo de energia. Além do rombo financeiro, a prática sobrecarrega o sistema elétrico, provocando quedas constantes de energia e risco de incêndios. Não tenho dúvida que foi um dia de “Brasil Legal”, um dia de construção de soluções para a legalidade no Brasil – disse.
Participaram da audiência, Frederico Teles, Secretário Nacional de Energia Substituto do Ministério de Minas e Energia (MME); Flávia Lis Perderneiras, Gerente de Regulação Econômica da Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica da Agência Nacional de Energia Elétrica – (ANEEL); Onofre Nicolau de Albuquerque Neto, Assessor em Regulação da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE); André Carneiro, auditor-chefe adjunto da Auditoria Especializada em Energia Elétrica (AudElétrica) do Tribunal de Contas da União (TCU) e Rosimeire Cecília da Costa, Presidente do Conselho Nacional de Consumidores de Energia Elétrica (CONACEN).

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