CPMI do Banco Master é protocolada no Congresso com apoio de 278 parlamentares

Pedido supera número mínimo de assinaturas e aguarda análise do presidente do Senado
Foi protocolado nesta terça feira (3) no Congresso Nacional o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A iniciativa reúne 42 assinaturas de senadores e 236 de deputados federais, número superior ao mínimo exigido para a instalação do colegiado.

O próximo passo é a leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso Nacional, etapa obrigatória para a formalização da CPMI. A decisão sobre o andamento do pedido caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Autor do requerimento, o deputado federal Carlos Jordy (PL RJ) afirmou que a articulação política continuará nos próximos dias para assegurar a instalação da comissão.

“Existe muita gente poderosa envolvida. Vamos buscar o apoio dos nossos senadores para que haja a interlocução com o presidente Davi Alcolumbre. Nós não temos nenhum receio de que as investigações avancem sobre quem quer que seja. Doa a quem doer, nós vamos fazer as apurações”, declarou.

O senador Magno Malta (PL ES) destacou a resistência enfrentada durante a coleta de assinaturas e elogiou o esforço do parlamentar na mobilização.

“Normalmente as assinaturas são pedidas nos nossos grupos e isso ocorre de forma automática, mas aqui foi diferente. O deputado Jordy correu um por um em busca dessas assinaturas”, afirmou após a entrega do documento.

No plenário do Senado, outros parlamentares também se posicionaram a favor da criação da CPMI. O senador Eduardo Girão (Novo CE) defendeu o funcionamento independente das comissões de inquérito. Já Izalci Lucas (PL DF) mencionou negociações envolvendo a possível compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) e ressaltou a necessidade de apuração do caso.

Para o senador Carlos Portinho (PL RJ), o tema não deve ser tratado sob viés ideológico. “Não é da direita nem da esquerda. Não é do Lula nem do Bolsonaro. É corrupção. Não fazer nada não é uma opção”, afirmou.

Após a leitura em sessão conjunta, a CPMI terá prazo de 180 dias para conduzir as investigações, com poderes para solicitar documentos, convocar depoimentos e apurar indícios de fraudes, irregularidades administrativas e prejuízos bilionários associados ao Banco Master. O banco passou por processo de liquidação extrajudicial, que revelou perdas relevantes para o sistema financeiro.

Paralelamente, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB AL), instituiu um grupo de trabalho para acompanhar os desdobramentos do caso. A previsão é de que as atividades tenham início ainda nesta semana.

Além disso, verifique

Presidente da Frente Parlamentar de Energia Nuclear quer usar acordo intermediado pelo TCU para capitalizar Agência Nacional do Petróleo(ANP)

Julio Lopes sugeriu também a presidente da Petrobras, uso de SMRs em plataformas da empresa …