Em uma declaração do Ministério das Relações Exteriores, Havana se abriu para possibilidade de cooperação com Washington

“Cuba está disposta a reativar e expandir a cooperação bilateral com os Estados Unidos para enfrentar ameaças transnacionais comuns, sem jamais renunciar à defesa de sua soberania e independência”, diz o comunicado.
A declaração também nega que Cuba seja “uma ameaça à segurança dos EUA”.
“Cuba não abriga nenhuma base militar ou de inteligência estrangeira e rejeita a caracterização de ser uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. Tampouco apoiou qualquer atividade hostil contra esse país, nem permitirá que seu território seja usado contra qualquer outra nação”, afirma o texto.
Além disso, o comunicado diz que a ilha “condena inequivocamente o terrorismo em todas as suas formas e manifestações, ao mesmo tempo que reafirma o seu compromisso de cooperar com os Estados Unidos e outras nações para fortalecer a segurança regional e internacional”.
O Ministério das Relações Exteriores enfatizou que a população de ambos os países pode se beneficiar de um “engajamento construtivo, cooperação em conformidade com a lei e coexistência pacífica”.
Desde a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar dos EUA em Caracas, no dia 3 de janeiro, a ilha não tem mais acesso ao petróleo que a Venezuela fornecia anteriormente.
O México é uma das poucas fontes de energia que restam a Cuba. O decreto assinado por Trump põe em risco esse fornecimento e a situação da ilha está se tornando cada vez mais crítica.
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