Danielle Winits atinge o ápice em ‘Choque’, seu passo mais maduro

Sob a direção de Gerald Thomas, atriz encontra veículo em que se mostra em raro equilíbrio e crescimento de sua persona cênica

IG/Por: Bruno Cavalcanti

Danielle Winits em Choque!/Dalton Valerio

 

 

 

Atriz cuja trajetória no teatro sempre oscilou como uma espécie de espelho para os papéis que ganhou na TV, Danielle Winits  sempre se mostrou apta para os grandes musicais e para estrelar comédias comerciais nem sempre à altura de seu talento como atriz, suplantado pelo excessivo apelo popular. Faltava à atriz um trabalho cujo material dramatúrgico fosse capaz de tensionar sua persona cênica.

Esse encontro acontece agora em Choque! Procurando Sinais de Vida Inteligente  sob a direção de Gerald Thomas. Em cartaz no palco do Teatro FAAP desde 30 de janeiro, a obra é resultado de uma parceria à primeira vista improvável, mas de resultado fértil.

Historicamente associado a uma cena experimental marcada pelo fragmento, pelo humor absurdo e por uma poética muitas vezes hermética, Gerald Thomas encontra na atriz uma intérprete capaz de traduzir esse universo sem diluí-lo. Winits não normaliza o texto; ao contrário, assume suas arestas e faz delas motor expressivo.

Baseado na obra de Jane Wagner, cuja montagem estrelada por Lily Tomlin em 1985 reacendeu a chama da atriz americana para o teatro experimental, o espetáculo se estrutura como um mosaico de vozes.

Danielle Winits em Choque!
Danielle Winits em Choque!/Dalton Valerio

Sob a intervenção de Thomas, que assina a adaptação do texto, Winits transita entre personagens, registros sociais e estados emocionais diversos, costurando crítica ao mercado da cultura, observação política e reflexões existencial com um humor desconcertante e por vezes autorreferente, que serve como ferramenta de aproximação com o público.

Choque! é também momento de brilho para diretor, que se livra de excessos que empalideceram o brilho de montagens anteriores, como Traidor , estrelada por Marco Nanini, e F.E.T.O , com Fabiana Gugli. Aqui, a direção resulta mais depurada, permitindo que a encenação respire sem perder identidade estética.

Winits responde a esse espaço com maturidade. Sua interpretação revela domínio técnico consistente, deixando claro seu senso de tempo cômico refinado, nem sempre perceptível em trabalhos anteriores, ainda que tenha vindo de ótimo momento em cena ao compor o elenco do musical Meninas Malvadas Choque! leva essa maturidade a outro patamar.

Sob a intervenção de Thomas, que assina a adaptação do texto, Winits transita entre personagens, registros sociais e estados emocionais diversos, costurando crítica ao mercado da cultura, observação política e reflexões existencial com um humor desconcertante e por vezes autorreferente, que serve como ferramenta de aproximação com o público.

Choque! é também momento de brilho para diretor, que se livra de excessos que empalideceram o brilho de montagens anteriores, como Traidor , estrelada por Marco Nanini, e F.E.T.O , com Fabiana Gugli. Aqui, a direção resulta mais depurada, permitindo que a encenação respire sem perder identidade estética.

Winits responde a esse espaço com maturidade. Sua interpretação revela domínio técnico consistente, deixando claro seu senso de tempo cômico refinado, nem sempre perceptível em trabalhos anteriores, ainda que tenha vindo de ótimo momento em cena ao compor o elenco do musical Meninas Malvadas Choque! leva essa maturidade a outro patamar.

Além disso, verifique

Luana Piovani detona Neymar, Virginia e Huck: “Farinha do mesmo saco”

A atriz Luana Piovani acordou inspirada e não economizou nas críticas contra Neymar Júnior, Virginia …