Edmundo González diz que saída da Venezuela “é temporária”

Ex-candidato presidencial venezuelano está na Espanha, onde buscou asilo político

Pau Mosquera, da CNN

Ex-candidato presidencial venezuelano Edmundo González. • Reuters

 

líder da oposição venezuelana, Edmundo González, destacou nesta sexta-feira (4), no âmbito do Fórum La Toja, espaço de debate político na Espanha, que apesar de ter deixado a Venezuela devido a “pressões indescritíveis e ameaças extremas”, sua “saída do país é apenas temporária”.

González, que realizou o primeiro discurso público quase um mês após a sua chegada na Espanha, aproveitou a ocasião para se afirmar como “presidente eleito” da Venezuela e “porta-voz” da diáspora venezuelana. Ele garante que assume o papel “para impulsionar a solidariedade espanhola – e do resto da Europa – com a causa democrática venezuelana”.

Aproveitando o alcance do Fórum e a presença de figuras políticas relevantes, como o membro do Congresso dos Deputados da Espanha, Alberto Núñez Feijóo, e o presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda, González pediu que a Espanha e a comunidade internacional continuem pressionando “para garantir que na Venezuela a soberania popular, expressa nas urnas em 28 de julho, seja plenamente aplicada e respeitada”.

Diante da audiência, o candidato da oposição falou da necessidade da Venezuela recuperar “oportunidades perdidas, resgatando não só a normalidade democrática e institucional, mas a normalidade da atividade econômica”, pedindo o apoio da comunidade ibero-americana “em termos enérgicos e eficazes, para que o país possa voltar à normalidade institucional”.

González agradeceu mais uma vez ao governo espanhol pela ajuda ao enfrentar “o capítulo mais difícil e exigente que passou na vida pessoal”, bem como por ter dado a oportunidade de se expressar “sem amarras”.

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