A escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, que vem gerando uma onda de incertezas nos mercados globais, continua causando forte impacto sobre os preços internacionais do petróleo.
Nesta segunda-feira (30/3), os valores do barril de petróleo vendido no mercado internacional seguiam em forte alta, voltando a ultrapassar os US$ 100 e se aproximando de marcas históricas.
A tendência é a de que o preço do petróleo feche o mês de março registrando uma valorização próxima de 59%. Caso isso se confirme, será a maior alta em mais de três décadas, desde 1990.
O que aconteceu
Por volta das 15h55 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 3,69% e era negociado a US$ 103,32.
No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) subia 2,33%, também superando a marca dos US$ 100 (US$ 107,77).
Desde o início da manhã, os preços do petróleo vinham registrando forte alta. Mais cedo, às 9h10, o barril do petróleo WTI avançava 1,72%, cotado a US$ 101,35, enquanto o Brent subia 2,3%, a US$ 107,74.
Equipes de emergência foram acionadas para conter as chamas, enquanto sirenes de alerta soaram em diversas regiões do país. Até o momento, não há confirmação de vítimas.
Segundo o Corpo de Bombeiros de Israel, “13 equipes de bombeiros e resgate do Distrito Costeiro, Estação Kiryat, estão atuando no local das refinarias de Haifa, onde fragmentos de uma interceptação foram identificados após o último bombardeio”.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês), mísseis vindos do território iraniano foram identificados. Os militares informaram ainda que “cinco mísseis antitanque, que seriam lançados contra o território israelense, foram destruídos”.
A morte do comandante foi reivindicada por Israel em 26 de março. “Em uma operação precisa e letal, as Forças de Defesa de Israel eliminaram o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Tangsiri, juntamente com altos oficiais do comando naval”, informou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.
Segundo o Exército israelense, o chefe de Inteligência da Marinha da Guarda iraniana também morreu no ataque. O Exército israelense detalhou, em comunicado, que Tangsiri era responsável por executar o fechamento do Estreito de Ormuz, importante via marítima por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, “e supervisionou ações no domínio marítimo contra países do Oriente Médio”.
O canal está bloqueado há quase um mês por causa da guerra contra os EUA e Israel.