Erika Januza abre o coração e detona escolha de Virginia como Rainha

“Quem faz essa festa é o povo preto”, disse a atriz Erika Januza sobre polêmica envolvendo Virginia Fonseca como Rainha na Grande Rio

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A atriz Erika Januza, que atualmente é uma das apresentadoras do Saia Justa, no GNT, abriu o coração e comentou a escolha da influenciadora Virginia Fonseca como Rainha de Bateria da Grande Rio. A ex-esposa de Zé Felipe foi anunciada no mês passado e deve estrear na Avenida no Carnaval de 2026. Em entrevista, a famosa criticou a decisão. “Quem faz essa festa é o povo preto”.

Respeito e representatividade

Erika Januza reinou como Rainha da Viradouro por quatro anos, mas deixou o posto em 2025. Em entrevista à jornalista Heloisa Tolipan, ela falou sobre a importância do cargo. “Para mim, esse lugar é de muito respeito, representatividade, ancestralidade e bastante trabalho”, analisou.

A atriz, que está na quarta temporada do seriado Arcanjo Renegado, do Globoplay, também abriu o coração sobre a escolha da Grande Rio em eleger Virginia Fonseca como Rainha de Bateria. Na conversa, Januza fez críticas sutis tanto à influenciadora quanto à agremiação.

“Não é só colocar a roupa bonita e querer a divulgação que o carnaval traz”, sacramentou. “Tem tanta gente que faz o carnaval acontecer, que o honra e respeita. Tantas pessoas passaram por muitas coisas para essa festa ter essa magnitude de hoje. E quem faz essa festa é o povo preto”, completou.

Segundo ela, essas pessoas precisam ser representadas. “É uma festa onde os reis e rainhas podem ser negros. Acredito que as meninas das comunidades querem ser ver minimamente representadas. Ainda que seja uma ‘rainha’ artista, que essa pessoa tenha consciência do que é ocupar esse cargo. Carnaval é resistência, é nossa cultura. A pessoa que entra precisa ter noção do espaço que está ocupando”, observou.

Peso simbólico

Erika Januza ainda comentou sobre a importância do cargo para as escolas de samba e o público. “O que defendo, e sempre vou defender, é que o posto de rainha de bateria carrega um peso simbólico muito grande. Não é só brilhar na avenida, é sobre representatividade, entrega e respeito por uma comunidade que se dedica o ano inteiro por aquele momento”, disse.

“Então, independente de quem esteja ali, torço para que honre esse lugar com amor, humildade e muita dedicação. O samba é generoso, mas também é muito exigente, e quem chega precisa entender isso”, completou a atriz.

Segundo Januza, é preciso dar protagonismo a quem faz a festa de fato. “É preciso dar protagonismo para quem realmente faz essa festa, quem vive o carnaval, quem está lá todos os dias, durante um ano inteiro para entrar vibrando na Sapucaí e defender sua escola. Acho que essa é uma escolha que precisa ser feita com bastante cuidado. A bateria é o coração de uma escola. E ela precisa ser respeitada”, encerrou.

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