Estou esperando o relator terminar périplo, diz Hugo Motta sobre anistia
30/09/202551 Visuzalicações
Projeto teve urgência aprovada, mas mérito é alvo de impasse e ainda não tem expectativa de votação; Paulinho da Força realiza reuniões com partidos em busca de consenso
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) • Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (30) que aguarda o fim do “périplo” de reuniões com partidos do relator do projeto da anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), para definir sobre pautar a proposta.
“Estou esperando o relator terminar o périplo dele pelas bancadas”, disse Hugo em entrevista coletiva na Câmara. Antes, na quinta-feira (25), ele afirmou que precisava de “mais tempo” para entender “o sentimento da Casa” e decidir sobre pautar ou não o projeto.
Desde a semana passada, o relator realiza reuniões com bancadas partidárias. Nesta tarde, ele teve encontros com centrais sindicais e com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Paulinho também tem previstas reuniões com integrantes do PSD e PCdoB nesta terça.
Como a CNN mostrou, o relator também aguarda uma sinalização da cúpula do Congresso, mas o projeto é alvo de impasse. Na última semana, um encontro com Hugo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar do cronograma de votação, foi desmarcado. Uma nova data ainda não foi definida.
Na última semana, Paulinho da Força já teve reuniões com integrantes do PL, PT, Podemos, PSDB, e a federação União Brasil e PP. Ele ainda não divulgou detalhes do texto, mas tem defendido tratar da redução de penas, a chamada dosimetria.
A Câmara já aprovou a urgência do projeto da anistia, o que permite acelerar a análise na Casa, mas ainda não há indicativo de acordo sobre o texto. As negociações atuais miram uma redução nas penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
A mudança na dosimetria é a versão do projeto que tem maior apoio entre siglas de centrão. A oposição, no entanto, ainda pressiona para que o texto seja mais abrangente e beneficie o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).