Demitido no Flamengo, Paulo Sousa acumulou declarações consideradas polêmicas sobre seus comandados durante sua passagem
ESPN/Por: Thiago D’Amaral

Paulo Sousa não é mais técnico do Flamengo. Após nova derrota no Brasileirão, o técnico foi demitido pela diretoria. Em 32 jogos no comando da equipe, o português teve 19 vitórias, sete empates e seis derrotas.
Ao longo de sua passagem pelo Rubro-Negro, Sousa acumulou algumas entrevistas polêmicas, que geraram críticas fora da equipe pela forma como falou das atuações de alguns de seus jogadores.
A mais recente foi no último domingo (5), após a derrota para o Fortaleza, o treinador falou em uma atuação ‘muito fraca individualmente’ e um primeiro tempo ‘desastroso’.
“O que aconteceu em termos técnicos individualmente foi algo sem precedente e que não vai acontecer. Foi muito fraco individualmente. Avalio um primeiro tempo desastroso. Tecnicamente muito errôneo a nível individual, com muitas dificuldades, perdemos vários passes que condicionaram o jogo e deram oportunidades ao adversário”, disse.
“Não tivemos capacidade de ligar o jogo. Corrigimos na segunda parte, fomos bem superiores, tivemos uma boa construção de início, tivemos a chance de sair em superioridade e controlar o jogo, mas depois nos faltou muito o último terço em tomar decisões individuais, seja no drible, seja na frente, triangulações, arremates fora da área e triangular pelo corredor central”, completou.
As declarações, porém, ocorrem desde o Campeonato Carioca. No início de fevereiro, logo após derrota para o Fluminense, Marinho, então recém-contratado, foi criticado com seus erros sendo pontuados pelo comandante.
“O Marinho tem que entender as necessidades da equipe. Foi bem direcionado o que nós necessitávamos. Esse posicionamento, esse espaço, eram espaços com as qualidades dele… acreditávamos que íamos criar muitas dificuldades ao Fluminense e ele praticamente voltou a fazer aquilo que está habituado a fazer”, disse, além de falar da desorganização do time como um todo na partida.
“Com as mudanças, o time perdeu identidade. Alguns jogadores não entenderam o que era para ser feito e o que pedi. Foi um segundo tempo diferente, uma equipe que aconteceu, como no último ano, desorganizada”, completou.
Na final do torneio, após nova derrota para o Flu, Paulo Sousa voltou a cornetar seu time, desta vez, falando sobre a falta de entendimento que alguns de seus jogadores tinham.
“É normal, nos processos aquisitivos, nem todos têm capacidade de adquirir o processo com a mesma velocidade. Fundamentalmente de manter certos jogadores em algumas posições dá mais garantias em fazer dinâmicas com uma maior clareza. Sobretudo, temos que reconhecer que dentro do processo existem adversários que criam complexidades diferentes”, afirmou.
Mais recentemente, outro jogador foi alvo de críticas e cutucadas de Paulo Sousa, gerando até mesmo uma crise dentro do clube: Diego Alves, graças a declarações após vitória na Conmebol Libertadores.
“Ontem [segunda] de manhã ele continuava a ter dores. À tarde, o nosso fisioterapeuta disse que o Diego estava melhorzinho, que se sentia capaz para poder treinar. Se vocês verificarem o que são dores no púbis e o tempo que leva para recuperação, não pode ser de um dia para o outro“, relatou.
“Ou por uma reunião que teve com o Bruno Spindel na hora do almoço. E que rapidamente se recuperou e podia estar disponível para jogar”, finalizou.
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