Kirchner, de 69 anos, é acusada de ter favorecido o empresário Lázaro Báez na atribuição de contratos de licitações de obras públicas na província de Santa Cruz quando era presidente, entre 2007 e 2015
EXAME/Por: AFP

O julgamento da vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acusada de corrupção junto com outras 12 pessoas, entra na reta final a partir desta segunda-feira, 14, e estima-se que o tribunal possa emitir um veredicto antes do final do ano.
Iniciado em maio de 2019, poucos dias após Kirchner anunciar sua candidatura de chapa com o atual presidente de centro-esquerda Alberto Fernández, o processo judicial aconteceu ao longo de seu período como vice-presidente.
A decisão do tribunal acontecerá em um momento de especulações sobre as candidaturas para as eleições presidenciais e parlamentares do próximo ano.
“Sendo um julgamento de primeira instância, que não é o definitivo, seu impacto será mais midiático do que eleitoral”, disse o analista político Carlos Fara, em referência às eleições para as quais Kirchner, líder da ala mais esquerdista do peronismo, ainda não revelou suas intenções.
“A convicção de culpa que a maioria da sociedade tem e a ideia geral de que os políticos são todos mais ou menos corruptos subestima um pouco do seu impacto”, acrescentou.
Protegida por seus privilégios como vice-presidente e presidente do Senado, Kirchner não pode ser presa até o anúncio de uma decisão final do Supremo Tribunal de Justiça, algo que pode levar vários anos.
Na etapa que começa nesta segunda-feira, os promotores Diego Luciani e Sergio Mola devem responder aos pedidos de anulação das defesas. Um cronograma será então estabelecido para que os réus digam as palavras finais no julgamento.
Kirchner, de 69 anos, é acusada de ter favorecido o empresário Lázaro Báez na atribuição de contratos de licitações de obras públicas na província de Santa Cruz quando era presidente, entre 2007 e 2015.
O Ministério Público pediu contra ela uma pena de 12 anos de prisão e inabilitação política perpétua.
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