Khamenei ameaça EUA e fala em “guerra regional” no Oriente Médio

Líder supremo do Irã reage à mobilização militar americana no Golfo, em que navios de guerra, inclusive porta-aviões, forma vistos na região

 

IG/Por: Luís Felipe Granado

Reprodução/Donald Trump e o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã

 

 

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou neste domingo (data) que um eventual ataque dos Estados Unidos ao país poderia desencadear uma “guerra regional” no Oriente Médio. A declaração ocorre em meio ao aumento da presença militar americana no Golfo Pérsico, que reúne cerca de 12 navios de guerra, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln.

Segundo a agência estatal Tasnim, Khamenei criticou diretamente o presidente americano Donald Trump, que tem condicionado uma ofensiva militar a um novo acordo nuclear. “Os americanos devem saber que, se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional”, declarou o líder iraniano, de 86 anos. Ele acrescentou que o país não deve se intimidar com ameaças ou demonstrações de força militar.

[Trump] diz regularmente que trouxe navios (…) A nação iraniana não deve se assustar com essas coisas nem se deixar perturbar por essas ameaça s”, completou.

A fala representa mais um capítulo da escalada de tensão entre Teerã e Washington, intensificada após protestos internos no Irã e ameaças feitas por Trump ao regime iraniano. No sábado, o presidente dos EUA evitou confirmar se já tomou uma decisão sobre uma ação militar, mas voltou a defender que o Irã negocie um acordo “satisfatório” para impedir o desenvolvimento de armas nucleares.

No sábado (31), o comandante do Exército iraniano, Amir Hatami, afirmou que as Forças Armadas do país estão em alerta máximo e “plenamente preparadas” para responder a ataques dos Estados Unidos ou de Israel. Segundo ele, a tecnologia nuclear iraniana “não pode ser eliminada”.

Ainda neste domingo (1º), o Irã anunciou a realização de um exercício militar com munição real no Estreito de Ormuz, região estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) alertou Teerã contra qualquer ameaça a navios ou aeronaves durante a operação.

Apesar do clima de confronto, autoridades iranianas afirmam que uma saída diplomática ainda é possível, desde que as negociações não limitem as capacidades defensivas do país. No sábado, o principal responsável pela segurança da República Islâmica indicou avanços nas tratativas com os Estados Unidos.

A crise atual é considerada uma das mais delicadas desde a guerra de 12 dias entre Irã e Israel, no ano passado, que terminou após ataques inéditos dos EUA a instalações nucleares iranianas. Teerã afirma que, em caso de ofensiva, responderá com ataques a bases americanas na região e a aliados de Washington, especialmente Israel.

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