Marcos Lamacchia sobre negociação para comprar SAF do Vasco: ‘Considero concluída’

Empresário condiciona acordo ao retorno de Pedrinho a SAF cruz-maltina
Por:Lance!
Marcos Lamacchia é Sócio Fundador do grupo Blue Star (Foto: Reprodução/LinkedIn)

 

O empresário Marcos Lamacchia, que negocia a compra da SAF do Vasco, afirmou que considera a operação praticamente definida, apesar do cenário de instabilidade política vivido pelo clube nas últimas semanas. Em entrevista ao O Globo, ele declarou que a única pendência para a conclusão do negócio é o fim das disputas internas envolvendo o afastamento de Pedrinho da presidência da SAF.
– Falta essa turma que quer derrubar o Pedrinho parar de tumultuar. Eles têm muitos interesses pessoais. Considero a negociação concluída. Uma negociação desse tamanho tem muitas fases, não é simples. Tivemos conversas intensas, idas e vindas de contrato há quase 2 anos, mas estão tentando desqualificar a negociação, inventando histórias e narrativas para colocar em xeque a credibilidade de quem sempre foi correto do lado do Vasco. Querem induzir a torcida e a opinião pública de que falta transparência, isso é mentira. Eram mais de 10 pessoas pelo lado do Vasco, inclusive os que atualmente tumultuam, e os únicos de fato que tinham interesses pessoais, que fizeram pedidos, foram afastados do processo e hoje reclamam, entraram com a ação e pedem transparência – disse o empresário.
O empresário também comentou a renúncia da interventora Samantha Longo, apenas seis dias após assumir a administração da SAF por determinação judicial. Para Lamacchia, a saída reforça que a intervenção foi desnecessária. Na avaliação dele, o relatório produzido pela interventora não apontou irregularidades na gestão e evidenciou que a venda da SAF representa a melhor solução para os problemas financeiros do clube.
– Ficou claro que a intervenção não era necessária. Que foi uma manobra, e o Judiciário e a própria interventora foram induzidos a erro. A administração ia bem, apenas com ajustes usuais e cotidianos. Isso ficou claro no relatório relâmpago da interventora. E justamente essa intervenção abrupta, desnecessária, e ainda com ligação clara com Silvio Almeida (ex-vice de finanças), criou um ambiente absolutamente instável e insustentável. A trama para conturbar e interromper o negócio ficou escancarada. Ninguém engana todo mundo o tempo todo.

– Mas a interventora foi imparcial e o relatório relâmpago comprovou a ausência de irregularidades da gestão. Com a saída dela, o castelo de cartas dessa turma desmoronou de vez. Não faz mais sentido manter essa decisão. Continuar com essa intervenção fantasma só serve para atrasar a vida do Vasco. A interventora viu o tamanho do problema. O risco de descontinuidade que o conselho fiscal apontou acabou se tornando realidade depois dessa manobra. Há incerteza no futuro dos credores e as contratações do futebol seguem paradas. A justiça tem a oportunidade de corrigir esse erro histórico e pacificar o processo de uma vez por todas.

Outro ponto enfatizado pelo empresário foi a urgência na definição do processo, especialmente em razão da janela de transferências e das obrigações financeiras do Vasco.

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