Pela política da Rolex de não divulgar os preços dos relógios mais exclusivos como uma forma de preservar os clientes, não existem dados oficiais sobre o valor do modelo escolhido por Neymar. No site de leilão Sotheby’s, a peça está disponível com estimativas de 150 mil a 300 mil francos suíços (moeda suiça), o que equivale a R$ 815 mil e R$ 1,6 milhão na atual cotação.
O relógio de Neymar voltou a viralizar nos últimos dias por expor de forma gritante uma situação que já é de conhecimento público: as diferenças salariais entre o futebol masculino e feminino. Apenas este Rolex do craque do PSG equivale quase ao pagamento de Marta Silva durante o ano inteiro no Orlando Pride.
MARTA E SUA LUTA POR MAIS RECONHECIMENTO PARA AS JOGADORAS
Marta é uma das atletas que protesta em campo contra a desigualdade de oportunidades entre as seleções masculina e feminina. A atleta, por exemplo, se recusa a usar chuteiras com logos de patrocinadores por não considerar justos os valores oferecidos por marcas. Desde a copa de 2019, ela joga com o símbolo da campanha “Go Equal” nos pés, iniciativa que visa legitimar o espaço da mulher no futebol.
Em entrevista ao Universa, do UOL, Olga Bagatini, mestre em jornalismo esportivo e especialista em futebol feminino, destacou que a luta tem que ser para que Marta e as demais jogadoras que fazem história nos campos recebam valorização (e remuneração) à altura de suas histórias gloriosas.
“Quem conhece o futebol feminino não tem a pretensão de que os pagamentos sejam iguais, porque existem muitas desigualdades históricas. O que a gente reivindica é que as atletas do futebol feminino recebam o justo pelo que elas fazem, especialmente a geração da Marta, que é uma divisora de águas para a modalidade no Brasil”, disse a especialista.