Policiais são presos por permitir drogas e celulares em presídio

Investigações começaram após o assassinato de um ex-servidor que revelaram atuação criminosa em unidades de Campos dos Goytacazes.

IG/Por: Cadu Barbosa

Crime acontecia nos presídios Dalton Crespo de Castro e Carlos Tinoco da Fonseca/Reprodução

 

Seis policiais penais e outras seis pessoas foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ ) por tráfico de drogas e por facilitarem a entrada de celulares em u nidades prisionais  de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A Justiça decretou a prisão preventiva dos investigados.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil nos presídios Dalton Crespo de Castro e Carlos Tinoco da Fonseca, além de endereços ligados aos suspeitos em Campos, Rio de Janeiro, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Duque de Caxias e Cabo Frio.

Investigação começou após assassinato

Segundo o Ministério Público, as investigações começaram após o assassinato do ex-policial penal Marcelo Aparecido de Lima, morto a tiros em abril de 2025, no bairro Parque Santa Clara, em Campos dos Goytacazes.

A partir da análise dos celulares da vítima, os investigadores identificaram a atuação de um grupo criminoso com estrutura hierárquica e divisão de funções voltada ao tráfico de drogas e à entrada ilegal de aparelhos celulares nos dois presídios da cidade.

Como funcionava o esquema

De acordo com o GAECO/MPRJ, os seis policiais penais denunciados usavam suas funções nas unidades prisionais para facilitar a entrada de drogas e celulares  em troca de vantagens financeiras e participação nos lucros obtidos com as vendas internas.

Ainda segundo as investigações, dentro da cadeia quatro integrantes do grupo eram responsáveis pela administração da carga e abastecimento dos entorpecentes e aparelhos eletrônicos. Um deles já estava preso. Outros dois custodiados atuavam no fracionamento das drogas e na comercialização dos produtos.

Medidas determinadas pela Justiça

Além das prisões preventivas, a 3ª Vara Criminal de Campos determinou o afastamento dos policiais penais das funções públicas e a suspensão do porte de armas de fogo dos envolvidos.

As investigações seguem em andamento para apurar a participação de outros possíveis integrantes do esquema criminoso. As identidades dos investigados, não foram reveladas.

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