Líderes comunitários apresentaram suas experiências com o tema
Fonte: Agência Brasil

Inahra Cabral Alves da Silva é moradora do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e enfrenta todos os dias problemas de saneamento básico. Na semana passada, em meio às fortes chuvas que atingiram a cidade, ela teve de caminhar um longo trajeto com a água na altura das coxas e o lixo boiando ao redor.
Essas experiências a motivaram a participar de projetos para melhorar as condições de vida em sua comunidade. Inahra foi uma das participantes da plenária que discutiu o saneamento básico pela perspectiva dos direitos humanos, na reunião anual da Comunidade Global de Tecnologia Sustentável e Inovação (G-Stic). O evento ocorre no Rio de Janeiro de 13 e 15 de fevereiro. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é a principal coanfitriã.
Estudante de arquitetura e urbanismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Inahra é também uma das criadoras do Lutes (Lutas Urbanas, Tecnologia e Saneamento).
“O Lutes atua com a conscientização dos direitos, através da educação popular para a juventude favelada. E a gente percebe que existe um olhar de normalização desses problemas de saneamento. Muito por conta da falta de acesso a outros espaços da cidade. Os jovens geralmente ficam ali na Maré ou em regiões próximas, e não percebem essa diferença. Estão acostumados com lixo todo dia, com enchentes todo dia. Com o passar dos nossos encontros, eles vão criando um olhar mais crítico”.
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