Marco Rubio, braço direito de Trump, diz que operação militar foi encerrada e que prioridade agora é garantir navegação no Estreito de Ormuz
Metrópoles/Manuela de Moura

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (5/5) que a operação militar iniciada em fevereiro contra o Irã foi concluída e que Washington agora concentra esforços na reabertura e segurança do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo.
“A operação terminou. Epic Fury, como o presidente (Donald Trump) notificou ao Congresso, concluímos essa etapa. Alcançamos os objetivos dessa operação”, disse Rubio.
“Agora estamos trabalhando no Projeto Liberdade. É nisso que estamos trabalhando agora. O que isso pode acarretar no futuro é especulação”, afirmou.
A Casa Branca informou ao Congresso na semana passada que as hostilidades diretas com o Irã foram encerradas após o cumprimento do prazo de 60 dias que exigiria autorização legislativa para continuidade da operação militar.
Rubio, no entanto, não descartou que os Estados Unidos retomem ações militares caso o cessar-fogo seja violado ou as negociações sobre o programa nuclear iraniano fracassem.
As tensões seguem concentradas nas discussões sobre o enriquecimento de urânio pelo Irã. O secretário afirmou que o tema será central em qualquer acordo diplomático.
“Não deve se limitar ao enriquecimento, mas também ao que acontecerá com o material armazenado em locais muito profundos”, disse.
Rubio também voltou a criticar o programa nuclear iraniano, afirmando que Teerã representa risco global e poderia “manter o mundo como refém” caso obtenha uma arma nuclear.
“O presidente considera intrigante que isso não seja visto como um risco inaceitável”, afirmou.
Tensão em Ormuz persiste
O Estreito de Ormuz segue como ponto sensível da crise. A região é vital para o transporte de petróleo e tem sido alvo de tensões entre forças iranianas e operações navais lideradas pelos Estados Unidos.
Segundo Rubio, vários países demonstraram interesse em apoiar o “Projeto Liberdade”, embora Washington siga como principal responsável pela operação. “Somos o único país capaz de projetar poder naquela parte do mundo da maneira como estamos fazendo agora”, disse.
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