Sindicato dos Trabalhadores de Saneamento (SINTSAMA) realiza quinta-feira ato em defesa da água e contra a venda da Cedae

Criação de Conselhos de Saneamento, tarifa zero e tarifa social também serão cobrados

Por: Ascom

Divulgação

 

Para que a população e autoridades tomem ciência da real situação em que se encontra o sistema de abastecimento de água no Rio de Janeiro, o Sindicato dos Trabalhadores de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro (SINTSAMA) realiza na próxima quinta-feira, às 10h, manifestação em frente a sede da CEDAE, na Av. presidente Vargas, 2655, no Centro da cidade; cerca de 200 representantes de entidades sindicais já confirmaram presença. Na oportunidade será entregue pelo presidente do sindicato, Vitor Duque, documento elaborado pelo sindicato e por entidades ligadas ao setor onde é cobrado a criação dos Conselhos de Saneamento contra a privatização da água e em defesa da tarifa social e tarifa zero; pois de acordo com ele, enquanto falta água em diversos bairros, o lucro da empresa só faz subir.

– Já encaminhamos para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), documento que alertamos para o enorme risco para a população do Rio de Janeiro caso ocorra a abertura de capital da Cedae. Quero deixar claro que não se trata apenas de questões financeiras, mas sim de uma real ameaça ao acesso a uma água de qualidade para os milhões de consumidores – explicou.

Vitor lembra ainda que a privatização parcial já trouxe enormes consequências negativas, como o desabastecimento e aumento abusivo de tarifas; e caso ocorra essa abertura de capital, não tem dúvida que outros problemas surgirão, como por exemplo da possibilidade de toda a estrutura da Cedae cair nas mãos do setor privado, inclusive da imprescindível Estação de Tratamento do Guandu. Ela afirma que o sindicato continuará atuando para evitar que esse crime da privatização seja agravado pela pela insensatez e ganância.

– Nós sempre atuamos fortemente pela defesa do saneamento público e de qualidade, hoje com as concessões e privatizações que estão ocorrendo Brasil a fora, outras entidades também estão tendo essa percepção. Esse Ato vai reunir mais de 200 instituições com objetivo de mostrar ao Governador que a população não suportará mais qualquer ameaça de privatização ou abertura de capital do que restou da Cedae Pública. Além disso, vamos cobrar também a reestatização imediata das localidades onde a privatização não tem dado certo – garantiu o presidente.

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