Sindicato dos trabalhadores em Saneamento Básico denuncia péssimas condições de trabalho nas concessionárias Rio+Saneamento e na terceirizada USIMETA.

Falta de EPI, salário líquido de R$ 800 e atraso no acordo coletivo de 8 meses desmotiva e deixa categoria insatisfeita

Por: ASCOM

Divulgação

 

Durante audiência pública realizada na Comissão de Saneamento da Assembleia Legislativa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento Básico (SINTSAMA), Vitor Duque, denunciou e deixou claro a insatisfação com a realidade que os trabalhadores do setor de saneamento enfrentam todos os dias, como a deficiência em Equipamentos de Proteção Individual (EPI), centenas de trabalhadores sem insalubridade e péssimas condições de trabalho; essas são apenas algumas relacionadas e que colocam em risco a vida desses profissionais, que garantem um serviço essencial para a população de todo o estado do Rio de Janeiro. Vitor destacou ainda o não cumprimento de acordos firmados entre a empresa Rio+Saneamento, que simplesmente ignora todas as propostas apresentadas pelos trabalhadores da categoria.
– Não existe nenhuma possibilidade de um saneamento de qualidade sem que os profissionais sejam valorizados. Os trabalhadores já entram nessa empresa querendo sair. Para se ter uma idéia, o acordo coletivo tratado com a empresa já está atrasado 8 meses, assim como ocorreu no ano passado.
Além disso, em conversa informal que tive com alguns deles, eles afirmam que o sonho é o de entrar e ficar 4 meses na concessionária para juntarem dinheiro para darem entrada na compra de uma moto e trabalharem em alguma plataforma de aplicativo, onde recebem muito mais.
Como você pode esperar uma qualidade no serviço se esse trabalhador entra nessa empresa sem motivação? Saneamento exige experiência, como os profissionais de 20, 30 anos de casa, principalmente na Cedae, que conhecem muito como funciona o emaranhado de canos e ligações clandestinas que existem no subsolo decorrente de um crescimento desordenado acumulado durante anos, e que nenhum engenheiro vai conseguir explicar. Somente a experiência desses profissionais tem condições de repassar essas informações – explicou.
Vitor destacou também que os trabalhadores que procuram a Rio+ Saneamento querem ficar na empresa, mas a empresa não dá condições para essa permanência, pois oferece um salário é baixo para a importância do setor e tipo de trabalho exercido que é levar água potável e fazer a coleta de esgoto sendo ambos os serviços essenciais para o ser humana.
– Água e saúde são essenciais para uma melhor qualidade de vida, mas para algumas pessoas ainda são ausência causando desigualdade. Enquanto alguns bairros e municípios são atendidos, outros como a Baixada Fluminense e Zonas Sudoeste e Oeste sofrem com a falta desse bem tão precioso. Defender o acesso a uma água de qualidade e saúde através do saneamento é justiça social.
E as empresas de saneamento são essenciais para isso – Afirma.

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