Por: Ascom

O sindicato dos Trabalhadores nas empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro (SINTSAMA), recebeu denúncia de que no apagar das luzes de uma possível troca da alta cúpula da CEDAE, denúncia essa confirmada pela publicação no Diário Oficial (DO) do último dia 27, de uma série de contratações de empresas e instituições terceirizadas e ONGs com valores que variam de R$ 80 mil até R$ 27 milhões em períodos que vão de oito meses até doze meses. De acordo com Vitor Duque, presidente do sindicato, a entidade irá encaminhar ao Ministério Público, Comissão de Valores Imobiliários (CVM) e para a Comissão de Saneamento da Assembleia Legislativa, as denúncias recebidas para que sejam apuradas com máximo rigor, já que somados os valores empenhados ultrapassam os R$ 62 milhões.
– Essa é mais uma farra feita com dinheiro público como ocorreu com os recursos obtidos com a venda da Cedae em 2021. No ofício, estamos solicitando que esses órgãos apurem a legalidade de todas essas contratações, até porque se o presidente da Cedae está ciente juntamente com sua diretoria da possibilidade da troca de comando da empresa, não dá para entender esse tipo de iniciativa se a conta ficará sob a responsabilidade da futura administração. Isso é no mínimo imoral! – afirmou.
Vitor lembra ainda que ao invés de realizar contratações ao apagar das luzes, a direção da Cedae deveria se preocupar e olhar com bons olhos
os trabalhadores que sustentam e que estão, há quase dois anos, sem acordo coletivo e lutando pelos seus direitos e melhores salários.
– Já entregamos documento elaborado pelo sindicato e por entidades ligadas ao setor onde cobramos também a criação dos Conselhos de Saneamento contra a privatização da água e em defesa da tarifa social e tarifa zero; pois enquanto falta água em diversos bairros, o lucro da empresa só faz subir – disse.
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