Tarcísio admite ruído com clã Bolsonaro e prega união: “Juntar peças”

Tarcísio pregou união da direita para a disputa contra o PT e disse que ida de Caiado ao PSD soma na “estratégia” para a eleição

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HUGO BARRETO / METRÓPOLES

 

 

 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (30/1) que nunca houve desarmonia entre ele e a família Bolsonaro, mas reconheceu “ruídos” recentes em meio a cobranças de bolsonaristas para um apoio mais enfático de sua parte à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).

“Acho que nunca houve desarmonia. Havia algumas questões de interpretação de um ou outro, que são naturais, alguns ruídos que acontecem, mas nunca houve desarmonia nenhuma. A minha relação com o presidente sempre foi uma relação de muita amizade, de quem tem muita consideração com o outro”, afirmou Tarcísio durante agenda na região central de São Paulo.

Nas últimas semanas, Tarcísio vinha sendo alvo de pressão por parte de aliados do ex-presidente que enxergavam nas movimentações do governador paulista uma intenção de concorrer ao Palácio do Planalto, mesmo após a indicação de Bolsonaro de que o seu candidato na disputa é o filho “01”.

Nessa quinta (29/1), o governador paulista se reuniu com Bolsonaro na Papudinha, penitenciária em Brasília onde está o ex-presidente, e reafirmou seu apoio a Flávio e seu projeto de reeleição em São Paulo. Tarcísio pregou a união da direita para enfrentar o PT na eleição. “Acho que agora a gente está partindo com alinhamento, está na hora de olhar para a frente, de juntar as peças”, disse.

“A gente vai ter uma relevância nesse projeto nacional, eles sabem disso, a gente vai trabalhar junto, unido, porque todo mundo quer uma coisa só: o melhor para o país. E isso passa por tirar o PT, mudar a chave. É um partido que já não tem mais nada para apresentar para o Brasil, está aí há muito tempo, a gente está estacionado”, disse Tarcísio.

Candidatura de Caiado

O mandatário paulista também comentou sobre a ida do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD de Gilberto Kassab. O movimento se deu para que Caiado mantenha sua pré-candidatura à presidência, junto com Ratinho Jr. e Eduardo Leite, também pré-candidatos da legenda.

Para Tarcísio, a iniciativa pode “somar” no projeto da direita na eleição e também teve o apoio de Bolsonaro.

“Acho que soma, o Caiado não estava eventualmente encontrando espaço no União. Ele tem uma aspiração muito forte de ser candidato a presidente, que seria para ele a consolidação de uma carreira política vitoriosa. (…) Eu até conversei bastante isso com o presidente ontem. A visão que o Bolsonaro teve sobre a vinda do Caiado (para o PSD) foi positiva. Ele entende que o Caiado é um candidato que soma no debate, que ajuda na estratégia. E a ideia sempre foi lá na frente estar todo mundo junto”, afirmou.

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