Aumento seguiu o ciclo de alta da taxa básica, a Selic, que cresceu em 4,5 pontos percentuais de setembro de 2024 a junho de 2025
A taxa média de juros das novas contratações de crédito do sistema financeiro chegou em 31,8% ao ano, em agosto. Os dados foram divulgados pelo relatório de estatísticas monetárias e de crédito do Banco Central, nesta segunda-feira (29), revelando um avanço na ordem de 0,2 ponto percentual (p.p) no mês e de 4,2 p.p no acumulado dos últimos 12 meses.
O aumento segue o ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, que começou em setembro de 2024, quando estava em 10,5% ao ano, e interrompido em junho, a 15% ao ano. Na última semana, a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), indicou que os diretores preveem o nível elevado da Selic por tempo “bastante prolongado” e não descartam um novo ciclo de alta.
As taxas médias de juros das operações de crédito por empresas e pessoas físicas também aumentaram. Em agosto, a taxa para pessoas jurídicas teve um aumento de 0,1 p.p e chegou a 21,7% ao ano. Para CPFs, a taxa teve um avanço de 0,2 p.p e chegou a 36,4% ao ano.
O índice de Custo de Crédito (ICC), que mede o custo médio das operações para pessoas físicas e empresas considerando custos para além da taxa de juros, também cresceu. O ICC chegou a 23,4% em agosto, elevação de 0,2 p.p no mês e 1,7 p.p em doze meses.
Taxa de juros cresce em operações livres
Nas operações com taxas de juro livremente pactuadas entre as instituições financeiras e o beneficiário, a taxa média de juros teve um aumento de 6,3 p.p nos últimos doze meses, chegando em 46% ao ano em agosto, um avanço de 0,4 p.p em relação a julho.
Para as empresas, os juros de operações livres cresceu para 25% ao ano, com avanços de 0,2 p.p no mês e de 4,2 p.p em doze meses. Segundo o BC, o principal motivo foi o aumento da taxa média em operações de capital de giro com prazo de até um ano, com avanço de 0,6 p.p
No crédito livre às famílias, a taxa bateu 58,4% ao ano, com aumento de 0,5 p.p no mês e 6,6 p.p no acumulado de 12 meses, influenciado pela taxa média das operações do cartão de crédito rotativo, que avançou 5,3 p.p.
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