Trump avalia ataque militar ao Irã, que responde e diz querer acordo ‘rapidamente’

Após as conversas entre os dois países inimigos no início da semana, o presidente dos Estados Unidos disse dar a si mesmo entre 10 e 15 dias para decidir se é possível chegar a um acordo

Por: Jovem Pan/Com AFP

Esta combinação de imagens, criada em 20 de fevereiro de 2026, mostra o presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), gesticulando durante uma reunião bilateral à margem da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) em Kuala Lumpur, em 26 de outubro de 2025; e uma imagem divulgada pelo gabinete do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, o mostra acenando durante uma cerimônia em Teerã, em 24 de agosto de 2025. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em 19 de fevereiro que o Irã deve fazer um “acordo significativo” nas negociações com Washington nos próximos 10 dias, caso contrário, “coisas ruins acontecerão”, enquanto enviava navios de guerra, caças e outros equipamentos militares para a região./Foto por ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / VARIOUS SOURCES / AFP

 

 

O Irã afirmou, nesta sexta-feira (20), que quer um acordo “rapidamente” com os Estados Unidos, após o ultimato do presidente Donald Trump, que considera um ataque militar limitado contra a República Islâmica caso as negociações sobre o programa nuclear iraniano não avancem. Após as conversas entre os dois países inimigos no início da semana, Trump disse dar a si mesmo entre 10 e 15 dias para decidir se é possível chegar a um acordo ou recorrer à força.

Quando um jornalista lhe perguntou se considera “um ataque militar limitado”, Trump respondeu: “Tudo o que posso dizer é que estou avaliando isso”. O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, negou que haja “um ultimato”. “Simplesmente discutimos entre nós como podemos chegar a um acordo rapidamente. E um acordo rápido é algo que interessa a ambas as partes”, declarou ao canal MS NOW (anteriormente MSNBC).

O Irã espera em contrapartida o levantamento das sanções que penalizam sua economia há décadas, provocando uma hiperinflação crônica e uma forte desvalorização da moeda nacional, o rial. Esse fenômeno, que corrói o poder de compra dos iranianos, se acentuou nos últimos meses e foi o detonador, em dezembro, de enormes manifestações.

“É evidente que quanto antes essas sanções forem suspensas, melhor será para nós. Não temos, portanto, nenhum motivo para atrasar” o processo, insistiu o ministro. Teerã espera apresentar o quanto antes “uma proposta de acordo potencial” aos representantes americanos: o emissário Steve Witkoff e o genro do presidente dos Estados Unidos, Jared Kushner. “Acho que em dois ou três dias estará pronta”, acrescentou Araghchi.

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