Trump recebe rei Charles III na Casa Branca após tiros em jantar

Visita oficial ocorre dois dias após incidente armado em jantar onde Donald Trump e outras autoridades de alto escalão estiveram presentes

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Anna Moneymaker/Getty Images/Divulgação/Metrópoles

 

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta segunda-feira (27/4) o rei Charles III e a rainha Camilla na Casa Branca, em Washington. O encontro faz parte de uma visita oficial de quatro dias do monarca britânico ao país.

O encontro ocorre apenas dois dias após o episódio envolvendo disparos de arma de fogo durante um jantar com a presença de Trump e outras autoridades de alto escalão. A visita também ocorre em meio a uma tensão diplomática entre Estados Unidos e Reino Unido, aliados históricos.

Crise entre EUA e Reino Unido

  • A relação entre Estados Unidos e Reino Unido passa por um momento de tensão diplomática. O desgaste começou após críticas de Donald Trump ao primeiro-ministro Keir Starmer, nas quais questionou sua liderança e a capacidade militar britânica.
  • A situação se agravou com o vazamento de um documento do Pentágono indicando que Washington pode rever o apoio histórico ao Reino Unido na disputa pelas Ilhas Malvinas. O território é controlado pelos britânicos, mas também é reivindicado pela Argentina.
  • O governo britânico reagiu reafirmando a soberania sobre as ilhas, enquanto o possível recuo dos EUA é interpretado como uma forma de pressionar aliados da Otan a ampliar participação em conflitos internacionais.
  • Esse cenário ganha ainda mais complexidade pelo alinhamento político entre Trump e o presidente argentino Javier Milei, já que a Argentina reivindica as Malvinas.

Apesar da ocorrência durante o jantar, a agenda oficial foi mantida. A segurança foi reforçada para a visita do monarca britânico, que já estava programada antes da guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã. A ofensiva militar conduzida por Trump e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não alterou o cronograma da viagem.

A visita também marca as celebrações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, consideradas um dos pontos centrais da agenda diplomática entre os dois países.

Segundo autoridades, o suspeito foi contido após efetuar disparos do lado de fora do local. O presidente e outras autoridades foram retirados em segurança. Um agente ficou ferido.

O suspeito do ataque, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi acusado de tentativa de assassinato do presidente, entre outros crimes.

Caso seja condenado, ele pode enfrentar prisão perpétua.

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