Turquia e Paquistão fazem reunião para discutir fim da guerra, dizem fontes

Ministros das Relaçõe Exteriores de ambos países estão fazendo esforços diplomáticos para encerrar o conflito
CNN Brasil/Ece Toksabay, da Reuters
Fumaça se eleva no horizonte após uma explosão em Teerã, Irã • Reprodução/AP/CNN Internacional

 

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, conversou por telefone com seu homólogo no Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, nesta terça-feira (7), como parte dos esforços diplomáticos para pôr fim à guerra com o Irã, disseram fontes do Ministério das Relações Exteriores da Turquia.

Mais cedo, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, pediu aos envolvidos na guerra no Irã que adotem um cessar-fogo de duas semanas para “permitir que a diplomacia alcance o fim definitivo da guerra”.

Em publicação nas redes sociais, ele também solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estenda o prazo imposto ao Irã por mais duas semanas e que o Irã reabra o Estreito de Ormuz durante esse período.

O Paquistão, juntamente com Egito, Turquia e Arábia Saudita, tem atuado como mediador entre os países em guerra.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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