Presidente do Senado Federal falou sobre o programa social em um evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), no Rio de Janeiro
Por: Jovem Pan

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD), afirmou nesta sexta-feira, 26, no Rio de Janeiro, que o governo tem que dar continuidade ao pagamento do Auxílio Brasil em 2023 independentemente do vencedor das eleições. O parlamentar defendeu que o valor tem que ser no mínimo de R$ 600, uma vez que o benefício tem sido corroído pela inflação elevada e uma espécie de flexibilização do Teto de Gastos para viabilizar o novo auxílio. Em entrevista à Jovem Pan News, Pacheco disse que a continuidade do pagamento do benefício vai ter respaldo e apoio do Congresso Nacional: “Não podemos, a pretexto do Teto de Gastos, deixar de assistir 33 milhões de pessoas que passam fome e que precisam da estruturação de um programa social. No Bolsa Família eram R$ 35 bilhões de reais por ano, quando foi feito o Auxílio Brasil de R$ 400, era algo no entorno de R$ 89 bilhões por ano. Temos que encontrar dinheiro e espaço fiscal para poder sustentar esses programas. Não há nada mais prioritário no Brasil do que isso. Caminhos têm, o fato é que o lucro, só da Petrobras, de R$ 44,5 bilhões em um trimestre, e a gente dizer que não tem recurso para dar para as pessoas carentes é um erro político e legislativo. Temos que encontrar o caminho para sustentar o programa social”.
O presidente do Senado fez estas declarações em um evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em um hotel em Copacabana, Zona Sul da cidade. Nesse mesmo evento, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou que o primeiro ato de governo de Jair Bolsonaro (PL), caso ele seja reeleito presidente, será encaminhar proposta ao Congresso para dar continuidade ao pagamento do Auxílio Brasil.
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