Tiquinho Soares celebra gol da vitória do Glorioso (Foto: Vitor Silva / Botafogo)

ANÁLISE: Botafogo demonstra poder de reação para superar o Guaraní pela Copa Sul-Americana

Glorioso dribla nervosismo e consegue afirmação em sua primeira virada no ano

Lance/Vinícius Faustini
Tiquinho Soares celebra gol da vitória do Glorioso (Foto: Vitor Silva / Botafogo)
A capacidade de reajustar a rota em busca do resultado marcou o Botafogo  no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Após um início abaixo do esperado, no qual foi surpreendida por um gol do Guaraní, a equipe de Bruno Lage entrou nos eixos e garantiu uma relevante vitória por 2 a 1 na noite de quarta-feira (2), no Nilton Santos.
Em sua primeira virada no ano, o Glorioso aliou superação à perseverança. Os botafoguenses, aos poucos, foram encontrando atalhos até garantirem a festa da torcida no Nilton Santos.
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Jogadores do Botafogo cercam árbitro: bronca com cera da equipe paraguaia (Photo by CARL DE SOUZA / AFP)

Os alvinegros passaram por um teste de nervos desde o início da partida. A desatenção inicial que culminou no gol de Romeo Benítez trouxe uma série de consequências. Por mais que se esforçasse ao ir à frente com Victor Sá ou Gustavo Sauer, a equipe de Bruno Lage se enrolava ao concluir as jogadas.

Di Plácido apareceu em investida, mas Eduardo chegou atrasado na hora de finalizar. O roteiro ainda trouxe furada de Janderson, finalizações na zaga e muitas jogadas pelo meio eram facilmente neutralizadas. Enquanto isso, o adversário continuava a se mostrar traiçoeiro, ao aproveitar espaços deixados por Hugo, Victor Sá e Di Plácido e ameaçar em contra-ataques com Santander e Camacho. Um gol chegou a ser anulado por impedimento.

A afobação botafoguense ficou evidente pois o chute mais preciso veio aos 37 minutos, em batida de longe de Marlon Freitas que parou na trave. No mais, a equipe era nervosa e chegou a cercar o árbitro por reclamação com o período de acréscimo no primeiro tempo.

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Hugo comemora seu gol, o primeiro do Glorioso no jogo (Foto: CARL DE SOUZA / AFP)

As cartadas promovidas por Bruno Lage na volta do intervalo deram uma guinada no Botafogo. Além de ter Marlon Freitas como seu “motor”, o Alvinegro conseguiu ser mais criativo e, ao jogar pelas pontas, deu margem para as jogadas apareceram com mais frequência.

Pouco participativo nos primeiros 45 minutos, Eduardo fez o goleiro Muñoz se desdobrar para salvar uma finalização e, posteriormente, um voleio. Além disto, Victor Cuesta assustou o camisa 1. E foi de tanto persistir que o Glorioso empatou. Na sobra de uma cobrança de escanteio, Hugo achou brecha para limpar a jogada e bater com precisão no cantinho. Gol significativo para um atleta que patinou no início da partida mas, aos poucos, soube se erguer.

O empate levou o Alvinegro a acuar ainda mais um Guaraní que era mais falho ao lutar por contra-ataques na etapa final. Com o caminho mais pavimentado para tentar a virada, vieram conclusões de Cuesta, Matías Segovia, Tiquinho Soares e em uma cabeçada que, sem goleiro, Eduardo desperdiçou. Até que o pênalti sobre Júnior Santos deu margem para o Botafogo vencer.

Tiquinho, mais uma vez, foi preponderante para levar o Botafogo a uma suada vitória. O Botafogo se reinventou em campo, soube abrir espaços e superar até mesmo um jogo tenso, típico de Sul-Americana. O próximo passo é tentar ratificar esta vaga no Defensores del Chaco.

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