Beth Goulart relembra morte dos pais e fala sobre luto: “Impactante”

A atriz e diretora Beth Goulart, filha dos atores Nicete Bruno e Paulo Goulart, relembrou a diferença ao lidar com a morte dos pais

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A atriz, diretora e escritora Beth Goulart, de 65 anos, abriu o coração ao relembrar a morte dos pais, a atriz Nicete Bruno e o ator Paulo Goulart. A artista disse que o sentimento de luto, embora doloroso em ambos os casos, foi bem diferente por causa do modo como os famosos partiram.

Luto

Paulo Goulart morreu em 2014, aos 81 anos, em São Paulo, vítima de um câncer renal contra o qual ele lutava há anos. Já a atriz Nicete Bruno morreu em 2020, aos 87 anos, no Rio de Janeiro, após ser diagnosticada com Covid-19.

Segundo ela, a mãe famosa morreu enquanto as duas escreviam um livro juntas: “Eu fui convidada pra escrever um livro junto com a minha mãe sobre a perda do meu pai (…) Quando a gente tá começando a escrever o livro, minha mãe pega Covid e partiu”, lembrou.

“Então eu fiquei sozinha tendo que lidar com este sentimento duplo, no caso. Eu tinha que, de certa forma, fazer uma comparação entre a perda do meu pai e a perda de minha mãe”, lembrou.

Diferenças

Em seguida, a atriz comentou sobre a diferença no luto envolvendo a morte do pai e da mãe. “A perda do meu pai foi um processo de luta contra um câncer de quatro anos. Então foi um processo longo que, de alguma forma, todos nós nos preparamos pra essa perda. A mamãe foi tirada de nós em 21 dias. Mamãe tava ótima. Ela pegou Covid e em 21 dias, ela partiu.”

“O falecimento do papai, nós tivemos dois momentos incríveis que a sociedade toda pôde nos abraçar. Papai foi velado aqui em São Paulo, no Theatro Municipal. Nós tivemos duas missas de sétimo dia, no Rio e em São Paulo, pra que todas as pessoas queridas pudessem ir lá de alguma forma demonstrar seu afeto, seu carinho, nos abraçar fisicamente, inclusive”, continuou.

No caso da mãe, que faleceu no auge da pandemia de Covid-19, a situação foi mais delicada. “A mamãe, por conta da Covid, nós não podíamos receber nenhum abraço. Não se podia tocar uns nos outros. Ela ficou fechada. Então assim… Lutos totalmente diferentes, as duas [dores] muito profundas, muito impactantes. E eu tive que elaborar esses sentimentos e, de alguma forma, a escrita me ajudou bastante.”

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