Frascos com um adesivo dizendo "COVID-19 / Vacina contra o Coronavirus / Apenas injeção" e uma seringa médica são vistos na frente de um logotipo da Pfizer exibido nesta ilustração tirada em 31 de outubro de 2020. REUTERS / Dado Ruvic

Anvisa libera a aplicação de vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos

Apesar do aval do órgão regulador, a aplicação ainda depende da chegada de mais imunizantes, uma vez que a dose é equivalente a um terço da utilizada em adultos

Frascos com um adesivo dizendo “COVID-19 / Vacina contra o Coronavirus / Apenas injeção” e uma seringa médica são vistos na frente de um logotipo da Pfizer exibido nesta ilustração tirada em 31 de outubro de 2020. REUTERS / Dado Ruvic
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quinta-feira, 16, a liberação da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech para crianças entre 5 e 11 anos. Apesar do aval do órgão regulador, a aplicação ainda depende da chegada de mais imunizantes, uma vez que a dose é equivalente a um terço da utilizada em adultos.
Além do corpo técnico da Anvisa, a avaliação contou com a participação de representantes de sociedades médicas brasileiras. Como a vacina já está aprovada para o uso no país, a liberação ocorreu de uma forma mais rápida, e agora é incluído o uso também para crianças na bula. A publicação da decisão deve ocorrer ainda nesta quinta-feira.
Atualmente o imunizante é utilizado em pessoas acima de 12 anos no Brasil. Nos Estados Unidos, crianças já recebem o imunizante. O Ministério da Saúde ainda não informou como será o calendário para esta faixa etária de 5 a 11 anos.
Segundo Gustavo Mendes, gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, a vacina se mostrou eficaz quando aplicada em duas doses em crianças. Mas ponderou que é necessário um acompanhamento para avaliar a eficácia em crianças com algum comprometimento do sistema imunológico, e em infecções assintomáticas, mais comuns no grupo pediátrico.
A vacina do laboratório Pfizer/BioNTech usa a nova tecnologia indicada pela epidemiologista da OMS, chamada de genética do RNA mensageiro. Dentro da vacina há uma proteína do coronavírus que estimula o corpo a produzir anticorpos e impedir a infecção. Ela é aplicada em duas doses, com intervalo de 21 dias.
No início da pandemia, o Ministério da Saúde optou por usar com intervalo de três meses, o mesmo usado em outros países como o Reino Unido. Assim que as entregas começaram a ficar regulares, o intervalo foi reduzido para os 21 dias. O imunizante também é o utilizado como dose de reforço.

 

 

Por: Gilson Garrett Jr
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