Anvisa tira panetone da mesa após identificar fungos e barra fórmulas infantis da Nestlé

MONEYTIMES/Por: Isabelle Miranda

Divulgação/MONEYTIMES/Imagem criada por IA

 

 

 

Não é todo dia que um panetone vira caso de vigilância sanitária fora do calendário natalino, mas foi exatamente isso que aconteceu nesta semana. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda, distribuição e consumo de quatro lotes de panetones após a identificação de fungos na superfície dos produtos. A decisão inclui o recolhimento imediato dos itens.

Os produtos são fabricados pela D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos e, segundo a própria empresa, o recolhimento dos lotes foi comunicado de forma voluntária. 

A agência anunciou também a proibição da comercialização, distribuição e uso de alguns lotes de fórmulas infantis da Nestlé Brasil 

Quais panetones saíram de circulação

A medida da Anvisa é pontual e atinge apenas o lote 251027, com validade até 27 de fevereiro de 2026, dos seguintes produtos:  

  • Mini Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional (140g) 
  • Panetone Nossa Língua Trufado com Bombons “Formato de Língua de Gato” (700g)  
  • Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional (700g) 
  • Panetone com Frutas Trufado Tradicional (700g) 

Outros lotes da marca não foram incluídos na proibição. 

O problema não parou no panetone

No mesmo pacote de decisões, a Anvisa avançou sobre outro tipo de produto que tem ganhado espaço nas prateleiras: alimentos com apelo “funcional” e ingredientes exóticos. 

Itens fabricados pela Coguvita II Alimentos foram totalmente proibidos, em todos os lotes. A lista inclui pastas, barras, granolas e cápsulas de café das marcas Smush, Smushnuts, Smushn Go e Smushnola.  

O motivo? Dois cogumelos bastante populares no marketing de bem-estar — Lion’s Mane e Cordyceps — não tiveram sua segurança avaliada para uso em alimentos no Brasil. 

Promessas demais, ciência de menos

Além do ingrediente em si, a Anvisa também apontou irregularidades na divulgação desses produtos.  

As embalagens e campanhas associavam o consumo a benefícios como melhora da memória, do foco, da saúde mental e da imunidade, sem respaldo científico aprovado.  

A regra do jogo é simples, embora nem sempre respeitada: alegações de saúde em alimentos só podem existir após análise e autorização do órgão regulador. Não basta parecer saudável, é preciso provar.  

Fórmulas infantis da Nestlé Brasil proibidas: o que aconteceu

Segundo a Anvisa, a medida atinge lotes das seguintes fórmulas infantis: 

  • Nestogeno 
  • Nan Supreme Pro 
  • Nanlac Supreme Pro 
  • Nanlac Comfor 
  • Nan Sensitive 
  • Alfamino  

O motivo da proibição é o risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.  

Recall internacional e reação no Brasil

Na terça-feira (6), a própria Nestlé anunciou um recall de fórmulas infantis em 25 países, principalmente na Europa. Hoje (7), a Nestlé Brasil confirmou a extensão do recall ao mercado brasileiro.  

Em comunicado oficial, a empresa orientou que consumidores que tenham produtos dos lotes afetados suspendam imediatamente o uso e entrem em contato com o atendimento ao consumidor para devolução e reembolso integral.  

A Nestlé afirmou ainda que adota “rigorosos padrões de controle de qualidade e rastreabilidade”, que passam por aprimoramento contínuo para prevenir inconformidades. 

O que o consumidor deve fazer agora

orientação da Anvisa é clara para todos os casos:  

  • interromper imediatamente o consumo dos produtos citados; 
  • seguir as instruções de recolhimento, devolução ou reembolso fornecidas pelas empresas; 
  • em caso de dúvida, buscar os canais oficiais da Anvisa ou dos fabricantes. 

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